sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ 2011


Para ser feliz em qualquer tempo, entregue a tua vida ao Senhor, confia que Dele receberá tudo o que precisa para enfrentar os obstáculos e as surpresas desse ano novo.

Que esse clima de renovação e esperança, toque seu coração, e que tomado pelo Espírito Santo, possa sentir a bondade divina, iluminando seus dias, alegrando seu coração, e aproximando a felicidade.

Nessa época do ano, aproveitamos para repensar nossas vidas, e para os que vivem a verdade da fé, a festa do Ano Novo representa o momento realmente especial de esperanças e comunhão, com sentimentos nobres, você conhece o caminho da fé.

Seu coração, sente a essência desse momento, e as bençãos cairão sobre você, como singelas gotas de esperança, para que seu caminho seja cada vez mais tranquilo, e para que em seu lar, o amor reine sobre todas as coisas.

Desejamos que a magia desse momento, ilumine seus sonhos. Que a fé nas palavras de amor que o Senhor nos deixou, estejam ainda presentes em seu coração, e que esse ano Novo de luz, seja também uma festa de muita alegria.

Um feliz 2011. Que o Cristo Menino reine em vossos corações e que a Senhora da Glória interceda sempre por nós.

São os votos dos Seminaristas da Arquidiocese de Maringá!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


Vim pra ficar na tua casa...

Eu vim ao mundo, numa noite fria e eis que nasci em uma pobre manjedoura pois não havia lugar para mim na hospedaria. Mesmo diante das circunstâncias que o mundo me ofereceu, recebi um profundo amor de Maria e José meus pais, que antes do meu nascimento prepararam tudo para a minha chegada.

O tempo foi passando e eu fui crescendo em sabedoria e humildade, e fiz a minha opção em buscar as coisas do Pai. Em virtude desta minha escolha vieram muitas coisas boas, realizei curas, milagres, prodígios. Com isso, muitas pessoas mudaram de vida, se converteram, passaram a crer em Deus e suas vidas se modificaram. Mas ao aceitar os planos do Criador em minha história, apareceram as dificuldades, tribulações e sofrimentos que me levaram a morte de Cruz.

Apesar de tudo o que passei, se fosse necessário faria tudo novamente, pois o Pai jamais me abandonou, e me ensinou que o significado do amor está em dar a vida por amor ao próximo, e é perdendo que se ganha a eternidade.

E esta é minha história que se comemora a todo ano, recordando o Menino que veio salvar o que estava perdido. Por isso, quero entrar em seu coração, em sua casa e em sua família. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo“ (Ap 3,20).

Um Santo Natal e que Jesus abençoe você e sua família!!!

São os votos dos Seminaristas da Arquidiocese de Maringá!

Ministérios: Um momento de entrega e de compromisso com Deus e com a Igreja

Na noite do dia 23, os seminaristas da etapa da Teologia da Arquidiocese de Maringá em Missa solene presidida por Dom Anuar Battisti receberam os Ministérios de Leitores, Acólitos como também foram admitidos às Ordens Sacras mediante rito do Pontifical Romano.

O recebimento dos Ministérios marcam mais uma etapa que se concretiza na vida do seminarista e um passo a mais rumo ao presbiterato. De fato, é um momento também de perceber que cada vez mais a Igreja confia e acredita em nós como sendo seus membros que se colocam ao seu serviço no anúncio do Evangelho.

Assim sendo, os seminaristas admitidos foram: Andrei de Oliveira, Claudemir Ricardo, Marcos André, Neri Dione e Vanilson dos Santos.

Os seminaristas admitidos e que receberam o ministério de Leitor: Alécio Carini, Edivaldo Rossi, Geovani José e Paulo Berto.





Por fim, os seminatistas admitidos e que receberam o ministéiro do Acolitato: César Augustho, Josei Sversutti e Rodrigo Gutierrez.




Que seguindo fielmente o caminho ao qual Deus lhes chamou perseverem no anúncio do Evangelho não somente pelas palavras, mas também pelo testemunho de jovens animados pelo Espírito Santo que disseram SIM à vocação presbiteral na Igreja que está em Maringá.

Deus os abençõe sempre mais e lhes conduza a perfeição.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A alegria de mais uma etapa concluída

No último dia 24, a comunidade do Seminário de Teologia Santíssima Trindade (localizado em Londrina), da Arquidiocese de Maringá, esteve em festa, pois nosso irmão Marcos André de Oliveira, concluiu o curso de Teologia, sendo esta a última etapa da formação presbiteral.

Tal momento foi comemorado com a Santa Missa celebrada por Dom Edmar Peron, na Paróquia Sagrados Corações (Londrina), com a presença de todos os formandos, familiares e amigos, seguido de um jantar comemorativo a tal momento.

Assim afirmou ao concluir essa etapa da formação:

"Concordo que a vida é composta por etapas e que cada etapa é importante para a vida. Em minha vida, como na de todos, também há etapas e cada uma delas traz enriquecimentos.

Neste momento encerro um estágio importante de minha caminhada: termino o curso de teologia e com ele termino os estudos do tempo de seminário.

Testemunho que o seminário e a teologia trouxeram riquezas grandiosas para minha vida, mas a maior delas é a certeza de que o centro de minha vida deve ser o Senhor.

Rezo e peço que todos rezem por mim ao final dessa etapa. Que eu mantenha o Senhor no centro de minha vida. E que cada etapa seja um passo a mais rumo à companhia única e plena do Deus Vivo" (Marcos André).

Queremos com grande alegria no coração parabenizar nosso irmão por essa etapa vencida e intensificar nossas orações para que sua vocação seja cada vez mais firme em Cristo Bom Pastor.

Ao Marcos André a saudação de cada um dos seminaristas de nossa Arquidiocese e os mais sinceros votos de que sua caminhada seja coroada com as graças e as bençãos de Deus a cada dia. Que Maria Santíssima interceda sempre por sua vocação.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Divina Beleza Humana

Conta uma história que um grande escultor quis fazer seu auto-retrato num pedaço de madeira. Sem saber como começar, pediu inspiração a Deus e, sem conseguir ouvi-lo, teve um sonho: sonhou que era um lindo anjo. Mesmo sem achar que era assim tão bom, o artista pôs-se a elaborar sua obra. Porém, a cada golpe do formão ficava mais decepcionado, pois acabava por esbarrar em algum canto e modificava a obra que já estava perfeita em seu pensamento. Ainda assim, não desistiu e foi até o fim. Olhou um tanto decepcionado para sua escultura ao perceber que já não era um anjo que esculpira, mas um simples homem. Passou, então, a contemplar com mais calma a figura e percebeu que já vira aquele rosto antes (e não era o seu). Viu que se tratava do rosto de Jesus Cristo.

Essa historinha pode nos ajudar a refletir sobre nossos anseios de santidade. Às vezes, projetamos alto demais nossa auto-imagem, por isso nos decepcionamos tantas vezes conosco mesmo, já que erramos tanto. Precisamos nos dar conta de que não somos anjos imaculados. Subir uma montanha supõe pisar primeiro no sopé. Somos humanos frágeis, necessitados de Deus, que precisam de amor e cuidado. Somos um pedaço de madeira bruto a ser esculpido, precisamos primeiro ouvir a Deus, a fim de que nos mostre como Ele quer que sejamos e, a partir daí, deixar que o próprio formão do Espírito vá modelando em nós o rosto de Jesus.

Jesus, o Filho de Deus, se fez homem como nós, sem pecado, para nos dar uma linda imagem humana. O ser humano pode ser cada vez mais lindo a medida em que for mais parecido com esse perfeito homem, Jesus, e sempre que se der conta de que suas quedas, seus erros na modelagem, podem também ajudar-lhe a formar uma figura bonita no final, se ele se deixar modelar. O Filho de Deus tem um rosto humano, não é um anjo, é maior! Ele deu ao nosso rosto humano sua beleza divina!

Rodrigo Gutierrez Stabel
Seminarista 3º ano de Teologia

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Carta do Papa Bento XVI aos Seminaristas

Queridos Seminaristas,

Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta «nova Alemanha» estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objecções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados». Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nossa Senhora Aparecida: uma história de fé

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, rogai por nós!

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.

A Pescaria Milagrosa
A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.

Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Início da Devoção
Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.

sábado, 4 de setembro de 2010

3º Congresso Vocacional do Brasil


Começa nesta sexta-feira, 3, o terceiro Congresso Vocacional do Brasil, organizado pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB. O evento deve reunir cerca de 400 pessoas até a próxima terça-feira, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).

Confirmaram presença no encontro, o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, o secretário geral, Dom Dimas Lara Barbosa, além dos bispos responsáveis pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV) nos 17 Regionais da CNBB e convidados internacionais.

O Congresso tem a finalidade de celebrar a caminhada vocacional da Igreja no Brasil. Ele se inspira no Sínodo sobre a Palavra de Deus, realizado em Roma, em 2008, e também no documento da Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe, que aconteceu em Aparecida (SP), em 2007. Traz como tema: “Discípulos missionários a serviço das vocações” e como lema “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”.

A primeira conferência do Congresso será proferida na manhã deste sábado, pelo teólogo padre Agenor Brighenti, e tem como tema: “Vocações no atual contexto sócio-cultural e eclesial. Durante todo o dia, os participantes discutirão este tema em grupos.

Já o teólogo, padre João Batista Libânio, apresenta, na manhã de domingo, a conferência “Teologia do discipulado e da missão”. Este tema também será aprofundado ao longo do dia nos grupos. Na segunda-feira, padre Gilson Maia, que é membro equipe executiva do Congresso, encerra o ciclo das conferências falando sobre “Questões práticas”.

As atividades do Congresso, a partir de amanhã, começam sempre com a Missa às 7h, na capela da Casa de Retiro Vila Kostka, em Itaici. O Congresso deve aprovar, na terça-feira, um documento final a ser construído ao longo da reunião.

O 1º Congresso Vocacional do Brasil foi realizado em 1999, também em Itaici. Teve como tema: “Vocações e Ministérios para o Novo Milênio” e contou com a participação de 400 pessoas. Já o segundo Congresso se realizou em 2005, no mesmo local do primeiro. Desta vez, os participantes discutiram o tema “Igreja, povo de Deus a serviço da vida”.

sábado, 21 de agosto de 2010

Oração Vocacional

Senhor da messe e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite:
"Vem e segue-me"!

Derrama sobre nós o teu Espírito,
que Ele nos dê sabedoria
para ver o caminho e generosidade
para seguir a tua voz.

Senhor, que a messe não se perca
por falta de operários
Desperta as nossas comunidades
para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem
dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.

Senhor, que o rebanho
não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade dos nossos bispos,
padres e ministros.
Dá perseverança aos nossos seminaristas.
Desperta o coração dos nossos jovens
para o ministério pastoral
na tua Igreja.

Senhor da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço
do teu povo.

Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder "sim".

Amém!

sábado, 7 de agosto de 2010

Feliz dia dos Pais!!!



Este homem que eu admiro tanto,
com todas as suas virtudes e também com seus limites.
Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento,
mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.
Este mestre contador de histórias
traz em seu coração tantas memórias,
espalha no meu caminhar muitas esperanças,
certezas e confiança.
Este homem alegre e brincalhão,
mas também, às vezes, silencioso e pensativo,
homem de fé e grande luta,
sensível e generoso.
O abraço aconchegante a me acolher, este homem,
meu pai, com quem aprendo a viver.
Pai, paizinho, paizão...
meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo:
infinito é teu coração.
Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,
feito de lutas e incertezas
mas também de muitas esperanças e sonhos!
Que seu dia seja muito feliz!

(autor desconhecido)

Nesse dia tão especial, nós seminaristas da Arquidiocese de Maringá desejamos aos pais de todo o mundo um forte abraço.
FELIZ DIA DOS PAIS!!!!! E que Deus lhe abençõe hoje e sempre!!!

29ª Assembléia da OSIB: “Novas diretrizes para formação de presbíteros da Igreja no Brasil”



De 12 a 15 de julho, aconteceu no Seminário Maior Divino Mestre (Jacarezinho-Pr) a 29° Assembleia da OSIB (Organização de Seminário e Institutos do Brasil), com o seguinte tema: “Novas diretrizes para formação de presbíteros da Igreja no Brasil”, tendo como assessor Dom José Antônio Peruzzo (Bispo de Palmas e Francisco Beltrão).

Estiveram presentes as seguintes dioceses: Guarapuava; Curitiba; Cascavel; Londrina; Campo Mourão; Umuarama; Paranavaí; Maringá; Palmas/ Francisco Beltrão; Jacarezinho. Tais dioceses foram representadas por seus Formadores (Bispos, Padres), e Formandos (Propedêutico, Filosofia e Teologia).

A Arquidiocese de Maringá foi representada pela participação dos Padres Cesar Hipólito (coordenador do S.A.V. e diretor espiritual dos seminários Propedêutico e Filosofia) e Reginaldo Teruel (reitor do seminário de Filosofia); e dos seminaristas Hiago (Propedêutico), Thiago (Filosofia) e Alécio (Teologia).

19º Domingo do Tempo Comum: A liberdade consiste em depositar a confiança no Deus da Vida


Lucas 12,32-48 – Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

18º Domingo do Tempo Comum: A partilha e o amor são sinais sensíveis da presença de Deus


Lucas 12,13-21 – A ganância afasto o coração do homem do amor de Deus! 

Maringá vai sediar encontro da Pastoral de Liturgia e Canto do Regional Sul 2

Todos os anos é realizado no Regional Sul 2 da CNBB (Paraná), um encontro dos assessores, coordenadores e membros da Pastoral de Liturgia e Canto do Paraná. Nesta semana o mesmo ocorreu na cidade de Apucarana, com cerca de 40 pessoas representando 12 dioceses que se fizeram presentes. O objetivo deste encontro foi refletir sobre a importância da Liturgia na vida da Igreja e partilhar as experiências realizadas por cada diocese, seus desafios e suas conquistas.

Para o próximo ano, a anfitriã do encontro será a arquidiocese de Maringá (PR). “Abriremos as portas de nossa casa para acolher os irmãos e as irmãs, vindos de todos os cantos de nosso estado. Refletiremos sobre o tema: Mistagogia do Espaço Sagrado. Desde já nos preparemos para este grande momento e contamos com a intercessão de Nossa Senhora da Glória”, destacou o assessor da Pastoral de Liturgia e Canto da arquidiocese de Maringá, padre Renato Quezini.

domingo, 25 de julho de 2010

Vocação: "Dom" de Deus


A palavra “vocação” significa “chamado”. É Deus quem nos chama e nos convida a uma vocação que em si carrega um sentido muito especial: um chamado à missão, ou seja, a evangelização. Deus nos chama através dos acontecimentos da história e também por meio de pessoas que em seu coração e inspiradas pelo Espírito Santo de Deus nos leva a refletir sobre o chamado que Ele tem guardado a cada um de nós. Por isso, Deus chama quem, como e quando quer. Três são os estágios da vocação: vocação à vida; vocação à família; e, vocação específica.

Vocação à vida simboliza tanto o ato do nascimento de uma nova vida como sua consagração a Deus por meio do Batismo que nos torna seus filhos e desde, então, cristãos responsáveis pelo trabalho de evangelização, testemunhado os valores evangélicos, fazendo exalar o odor de Cristo a fim de anunciá-lo a todas as pessoas.

Vocação à família representa que não estamos sozinhos no mundo e nem mesmo “caímos do céu”, pelo contrário somos membros de uma família que deve ser o campo gerador do amor, da fé e da justiça, criando laços de estreita intimidade com Deus por meio do diálogo e do entendimento, pois é do amor familiar que se nutre a Igreja que quando se reúne para celebrar o amor de Cristo por nós forma uma única e grande família em torno do Mistério Pascal de Cristo.

Da vocação à vida que nos conduz à vocação familiar somos nutridos e conduzidos a viver uma vocação específica, ou seja, descobrir qual o projeto que Deus tem a realizar por nós e em nós no meio da humanidade. Nesse sentido, a vocação específica nada mais é do que refletir os diversos carismas existentes na Igreja à luz da oração e do encontro pessoal com Deus a fim de discernir um chamado que por Ele nos é feito para segui-lo e servi-lo de uma forma particular seja como casais por meio do matrimônio, religiosos, missionários, padres e, até mesmo como leigos consagrados ao serviço da Igreja que se dedicam à evangelização dando seu testemunho através da vivência dos valores cristãos da pobreza, castidade e obediência.

O verdadeiro cristão sente-se vocacionado de Deus não só por ser padre, religioso ou algo do tipo. Sente-se vocacionado de Deus o cristão que verdadeiramente busca-se nutrir do sacramento da penitência e, sobretudo, da Eucaristia centro e ápice da vida cristã. Você sabe qual é a sua vocação? Ser padre? Ser religioso (a)? Ser missionário (a)? Ser leigo (a) consagrado (a)? Casar? Antes de tudo, é preciso ser antes vocacionado ao amor, pois aquele que não ama não saberá servir e, muito menos, testemunhar o Evangelho de Cristo, pois a base de toda e qualquer vocação é o amor a Deus e ao próximo.

“No coração da Igreja serei o amor” (Sta. Teresinha do Menino Jesus). Só seremos o amor no coração da Igreja quando o frutificarmos em serviço, pois assim descobriremos que “quem não vive para servir, não serve para viver”, pois quem serve ama, quem ama serve e quem é discípulo do amor descobre que é missionário para servir e amar testemunhando e anunciando Cristo a fim de que “Ele seja tudo em todos” (Cl 3,11).

Vanilson dos Santos Rigon
Seminarista 1º ano de Teologia

domingo, 11 de julho de 2010

Semana Vocacional


Nesta semana, do dia 11 ao dia 18 de julho, todos os seminaristas da Arquidiocese de Maringá estarão nas comunidades paroquiais de nossa Arquidiocese realizando a chamada Semana Vocacional.

O objetivo dessa semana vocacional é tornar conhecido por meio da presença dos seminaristas a vocação presbiteral a qual todos estão em período de formação. Nossos seminaristas estarão presentes em várias comunidades paroquiais em pequenos grupos ou em duplas realizando visitas, encontros e celebrações com o estilo vocacional.

De certo, cada um de nós iremos junto as comunidades falar da vocação à vida, à família a qual todos somos chamados, contudo sempre deixando nosso recadinho aos jovens para que esses despertados por nossa presença ouçam o chamado de Cristo e venham fazer um discernimento vocacional em nosso seminário.

Que essa semana vocacional seja um momento rico para nossa formação rumo ao presbitério, onde junto com as comunidades possamos vivenciar o amor do povo pelo padre e acima de tudo sendo sinais de Cristo no meio do povo.

Aos nossos seminaristas, o desejo de que sejam verdadeiros exemplos e presença viva de Deus para que assim despertem novas e santas vocações para a Igreja que está em Maringá.

A todo povo de Deus muita paz  e as bençãos de Deus. Aos nossos seminaristas perseverança e bençãos de Deus para que sejam verdadeiros anunciadores do Evangelho e, acima de tudo, pescadores de homens (cf. Lc 5,10).

"Lançai as redes em águas mais profundas" (Lc 5,4)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dom Dimas exorta seminaristas a seguirem exemplo missionário de São Pedro e São Paulo


Na missa de abertura do 1º Congresso Missionário Nacional para Seminaristas, o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, exortou os seminaristas a assumirem a missão com a mesma fidelidade e coragem dos apóstolos Pedro e Paulo. A celebração começou às 19h deste domingo, 4, na capela do Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima, da arquidiocese de Brasília, sede do evento.

O Congresso reúne 160 seminaristas de todo o Brasil, além de alguns formadores. Organizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), Centro Cultura Missionário (CCM) e pelas Comissões para Animação Missionária e para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, ambas da CNBB, o encontro prossegue até sábado, 11, e vai debater a formação missionária dos futuros padres.

“Na festa dos apóstolos Pedro e Paulo, queremos pedir fidelidade a Jesus Cristo, a partir de um encontro pessoal com o Ressuscitado e coragem para estarmos disponíveis ao testemunho”, disse dom Dimas.

O secretário ressaltou as diferenças dos dois apóstolos, mas destacam que ambos tinham em comum o ardor missionário. “Somos chamados a testemunhar a mesma fé ensinada por estes dois apóstolos”, acrescentou.

Segundo dom Dimas, os cristãos fazem parte da missão “que brota da Trindade”. Para ele, é preciso muito cuidado na inculturação exigida pela missão. “A missão é chamado de Deus. É preciso cuidado com os ‘achismos’ no processo de inculturação que não é fácil. A pressa na inculturação pode fazer do missionário uma pedra de tropeço”, alertou.


terça-feira, 29 de junho de 2010

29 de Junho: São Pedro e São Paulo


Neste dia, 29, a Igreja celebra a solenidade de São Pedro e São Paulo, apóstolos. Pedro, primeiro Papa e pedra da Igreja; Paulo, servo de Jesus Cristo (Rm 1,1) e apóstolo por excelência.

Segundo o Papa Bento XVI os apóstolos Pedro e Paulo, são o “fundamento da Igreja”.

“Os dois Santos padroeiros de Roma, mesmo tendo recebido de Deus carismas e missões diferentes, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica, permanentemente aperta à dinâmica missionária e ecuménica”, afirmou Bento XVI.

Antes de rezar o Angelus com os fiéis presentes na Praça de São Pedro, em Roma, Bento XVI falou da festa litúrgica deste dia 29 de Junho, começando pela profissão de fé de Pedro diante de Jesus: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16,16).

“Não se trata de uma declaração fruto de um raciocínio, mas de uma revelação do Pai ao pescador da Galileia”, disse o Papa. “Simão Pedro é tão próximo ao Senhor que ele mesmo se torna uma rocha de fé e de amor sobre a qual Jesus edificou a sua Igreja”, acrescentou.

Bento XVI recordou que o Apóstolo “difundiu o Evangelho com a Graça divina, semeando a Palavra de verdade e de salvação no meio dos povos pagãos”.

Que a exemplo de Pedro, sejamos rocha firme da Igreja, na qual Cristo edifique seu povo através da fé e do amor, para que sem medo sirvamos a Cristo e "como é santo este que nos chamou, tornemo-nos também santos em nossos comportamento, pois está escrito: Sede Santos porque eu sou santo" (1Pd 1, 16). Que por intercessão de São Paulo, assumamos nossa missão de pregar o Evangelho e com ele um dia termos a graça de dizer: "Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé" (2Tm 4,7).

Oremos. Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as primícias da fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
São Pedro e São Paulo rogai por nós!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Secretário de Estado do Vaticano envia telegrama de solidariedade ao bispo de Palmares


Nesta quinta-feira, 24, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcísio Bertone, enviou telegrama de solidariedade ao bispo da diocese de Palmares (PE), dom Genival Saraiva de França.

No texto, o cardeal “exprime sentidas condolências pelas vítimas e cordial participação na dor das famílias invocando para estas e feridos e despojados de seus bens, conforto do Senhor e solidariedade humana [...]”.

Dom Tarcísio destaca também que “o Santo Padre confia à misericórdia divina alma dos falecidos e envia como sinal de solidariedade com todos que sofrem e estímulo para quem lhes socorre, sua bênção apostólica”.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Visita de Dom Anuar Battisti ao Seminário de Teologia


Na tarde de hoje, 16, nós seminaristas da Arquidiocese de Maringá da etapa da Teologia, com residência em Londrina, recebemos a visita do nosso Arcebispo Dom Anuar Battisti e do Padre Reginaldo Teruel (reitor do Seminário de Filosofia em Maringá). Durante o período da manhã, Dom Anuar participou de uma reunião com os bispos e formadores das etapas de Filosofia e Teologia das Províncias Eclesiásticas de Maringá e Londrina.

O nosso encontro com o Arcebispo foi bem descontraído, um bate papo no qual o mesmo nos falou um pouco das discussões da reunião, da necessidade de se formar padres para exercerem seu ministério na comunidade e no meio acadêmico. Partilhou conosco as experiências das visitas pastorais que vem realizando, e ressaltou que está sendo de muita riqueza para o seu ministério episcopal.

Esse encontro como o nosso Pastor foi muito importante, porque realça os laços de amizade e confiabilidade e nos encoraja a enfrentar os desafios da caminhada para servir melhor o reino de Deus na Igreja que está em Maringá.

Dom Anuar, nós agradecemos o seu afeto e a sua amizade e por confiar na nossa vocação.

Que a Senhora da Glória o cubra com copiosas bênçãos.

Geovani José da Silva
Seminarista 2º ano de Teologia

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Papa recorda Ano Sacerdotal na Oração do Angelus


A conclusão do Ano Sacerdotal esteve no centro da oração do Angelus rezada pelo papa Bento XVI, neste domingo, 13, na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis e turistas. “Esta cidade viveu jornadas inesquecíveis, com a presença de mais de 15 mil sacerdotes de todas as partes do mundo. Por isso, hoje, desejo dar graças a Deus por todos os benefícios que este Ano [Sacerdotal] trouxe para a Igreja em todo o mundo. Ninguém jamais poderá medi-los, mas certamente estão visíveis e serão ainda mais visíveis os seus frutos", disse o papa.
“Os sacerdotes são os primeiros operários da civilização do amor”, disse o papa, lembrando inúmeros padres, especialmente, São João Maria Vianey, o Santo Cura D´Ars. "Não é preciso acrescentar mais palavras ao que foi dito sobre ele nos últimos meses. Mas sua intercessão deve nos acompanhar ainda mais daqui para frente. Que sua oração, que seu 'Ato de amor' que muitas vezes recitamos durante este Ano Sacerdotal, continue a alimentar o nosso colóquio com Deus."

13 de Junho: Santo Antônio de Pádua, Sacerdote e Doutor da Igreja


Fernando de Bulhões nasceu em 1195, em Lisboa de família guerreira de ascendentes dos cruzados. Entrou para a ordem dos cônegos regulares de Santo Agostinho em Lisboa.

Tendo contato com os frades Franciscanos por causa da caridade do convento que ele estava, os frades menores passavam para pedir esmola. Quem os atendia era Fernando e ao ouvir os testemunhos das missões que faziam o seu coração ia se enchendo de desejo de ir para a missão. Fernando faz o pedido para entrar na ordem dos frades franciscanos e ao conseguir foi para a missão na África, mas teve que voltar por causa da saúde.

Em 1221 participou do Capítulo Geral dos franciscanos onde pôde conhecer São Francisco de Assis. Recebeu na cidade de Forli a ordenação presbiteral onde os seus superiores descobriram um grande pregador. Foi o primeiro a ensinar teologia entre os franciscanos, tendo sido nomeado pelo próprio São Francisco.

Faleceu em 13 de Junho de 1231 no subúrbio de Pádua aos 36 anos de idade. Foi canonizado no dia de Pentecostes do ano seguinte pelo Papa Gregório IX. Recebeu o título de Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII em 1946 com a especificação de “Doutor Evangélico”.

Na iconografia é apresentado com um livro que faz referência ao seu conhecimento da Sagrada Escritura, com o Menino Jesus nos braços que quer lembrar a visita divina em um de seus freqüentes êxtases. Para nós, a atualidade do santo consiste na imitação de seu ideal de fidelidade ao evangelho e de seu zelo pelo diálogo com os que erram praticados por ele em sua curta vida.

Santo Antônio de Pádua rogai por nós!

Fonte: Os Santos do Calendário Romano. Enzo Lodi. Paulus. 2001.

Joseir Sversutti
Seminarista 3º ano de Teologia

sábado, 12 de junho de 2010

11º Domingo do Tempo Comum: Deus perdoa porque ama e nós amamos porque fomos perdoados!



A liturgia deste domingo destaca a missão de Cristo, que veio revelar a face do Pai e revelar seu amor, com isso, o Jesus de Lucas tem uma função primordial, no acolhimento da pecadora e seu posicionamento perante o fariseu, que em momento algum mostrou sensibilidade de reconhecer em Jesus o projeto de Salvação, diferente da postura da mulher que encontra em Cristo uma oportunidade de redenção de seus pecados.

Na primeira leitura, encontramos a narrativa do segundo Livro de Samuel, no qual relata a postura do profeta Natã junto ao rei Davi, o povo de Israel esta em um contexto de transição, em que se encontrava no sistema tribal, ou seja, os Juízes; Davi foi o segundo rei de Israel, que além de conquistar Jerusalém, colaborou com a unificação de Israel.

Na história do povo de Israel, Davi foi o chefe de Estado que promoveu a justiça e a paz, mas teve também seus pecados, no texto de hoje, foi caracterizado adultério com Betsabéia esposa de Urias e posteriormente o assassinato de seu servo Urias para lhe roubar a esposa.

Dessa maneira, o profeta Natã o ajuda a reconhecer seu pecado e faz com que o rei reconciliasse com Deus; logo, a visão de Deus é o senhor da história que está ao lado dos menos favorecidos, sobretudo após o rei Davi reconhecer seu pecado, Deus o perdoa, pois por amor deus quer que o povo o ame e a forma de retribuir tal ação é expressar sua misericórdia perdoando e abençoando suas criaturas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Conheça a História do Corpus Christi

Esta semana nos convida a viver com mais intensidade o Mistério da Eucaristia, que é fonte e cume de nossa vida, de nossa espiritualidade. Esta pedagogia da liturgia da Igreja nos ensina a abraçar o mistério de nossa fé, depois de vivermos a tempos atrás o Mistério de Jesus na sua paixão, morte e ressurreição, celebramos a semana retrasada a Festa de Pentecostes e Domingo passado a Santíssima Trindade e nesta quinta-feira, 03 de junho, o Mistério de Cristo presente na Eucaristia.

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Santa Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. Aconteceu, porém, que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Visita de Dom Anuar Battisti ao Seminário Propedêutico


Nesta segunda-feira, 31 de maio, Dom Anuar Battisti visitou os seminaristas do Seminário Propedêutico Santo Cura d’Ars (Mandaguaçu) a primeira etapa de formação dos seminaristas de nossa Arquidiocese.

Num momento de conversa, o arcebispo e os seminaristas aproveitaram para se conhecer melhor e conversar sobre a vocação e a vida de seminário.

Embora não tenha sido muito longa, devido a outros compromissos, a visita de Dom Anuar foi uma ótima ocasião de confraternização e convívio, onde sentimos a presença de nosso Pastor ao lado daqueles que com humildade almejam de coração o sacramento da Ordem para servir à Arquidiocese de Maringá.

Rodrigo Gabriel Matos
Seminarista do Propedêutico

sábado, 29 de maio de 2010

9° Domingo do Tempo Comum: Solenidade da Santíssima Trindade


Luz, esplendor e graça na Trindade e da Trindade


A solenidade da Santíssima Trindade é celebrada no primeiro domingo depois de Pentecostes. O papa João XXII introduziu a festa em toda a Igreja no ano de 1334, consistindo no mistério de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Santo Irineu utiliza o termo Trindade para fazer uma exposição da economia de salvação, ou seja, a disposição escolhida por Deus em suas sucessivas iniciativas, que encontram seu ápice no envio de seu Filho e no dom de seu Espírito.

O termo Trindade surge em meados do século II, com Teófilo de Antioquia. No século IV São Jerônimo falará da fé na Trindade, associando-a à unidade da Igreja. Para Santo Atanásio, a nossa fé consiste em crer na Trindade Santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; no sentido que o Pai cria todas as coisas, por meio do Verbo, no Espírito, afirmando com isso, a unidade da Santíssima Trindade.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

São Filipe Néri: o Santo da Alegria



Para quem vive de mau humor ou de mal com a vida, aqui está um santo que pode mudar muitos conceitos. Seu nome é Filipe e nasceu na Florença em 1515, vindo a morar em Roma posteriormente. Para ter uma idéia de seu temperamento, seu apelido era “Pippo buono” (Pipo, o bom), pois era muito otimista e alegre, contudo, não deixou de viver a “dureza” do caminho de santidade.

Não era um santo triste, muito pelo contrário! Vivia a fazer palhaçadas pelas ruas de Roma e as pessoas à sua volta sempre se sentiam bem e alegres...

Filipe também não se cansava de ajudar os pobres e organizou vários oratórios para ocupar os meninos de rua. Quando se queixavam do barulho de seus meninos, ele respondia: “Contanto que não pratiquem o mal, ficaria satisfeito até se me quebrassem paus na cabeça”. Um dia, também estava ele a pedir esmolas para seus pobres e um homem, que se sentiu importunado, deu-lhe um soco. Filipe sorriu e lhe disse: “este é para mim, agora me dê algum dinheiro para os meus meninos”.

Tornou-se padre aos 36 anos e fundou uma congregação religiosa para a educação de jovens. Também era um homem de profunda oração. Certa vez, a rezar, teve um êxtase e sentia que seu coração se dilatava no peito de amor a Deus e aos irmãos. Já no leito de morte, aos 80 anos, sentia-se culpado por estar em uma cama limpa e macia enquanto Cristo morreu pregado na cruz. Após a morte, a 26 de maio de 1595, verificaram que sobre seu tórax havia uma estranha curva das costelas. É que seu coração havia se dilatado também fisicamente.

Este é realmente um santo que se deixou abrasar pelo amor de Deus. Entregou-se a esse amor e deixou que o Espírito Santo o modelasse numa santidade bem próxima da divina.

Oremos: Ó Deus, que não cessais de elevar à glória da santidade os vossos servos fiéis e prudentes, concedei que nos inflame o fogo do espírito Santo que ardia no coração de São Filipe Neri. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

São Filipe Néri, rogai por nossos jovens!

Rodrigo Gutierrez Stabel
Seminarista 3º ano de Teologia

terça-feira, 25 de maio de 2010

Tempo Comum: tempo de santidade

Passada a Grande Festa de Pentecostes: o envio do Espírito Santo sobre a Igreja, voltamos a celebrar e a viver o tempo comum na liturgia. Recomeçamos da 8ª semana, de onde havíamos parado antes da Quaresma. Neste tempo, o padre usa a cor verde e tudo parece voltar ao “normal” de nossas vidas.

Contudo, esse nosso cotidiano está agora repleto de uma presença muito importante, que é o próprio Deus, o Espírito Santo enviado a nós em Pentecostes. Agora temos uma presença que nos santifica, simplesmente, no nosso dia-a-dia. Voltar para a rotina, não quer dizer relaxar e viver de uma maneira indigna, ao contrário, podemos viver na santidade que o Senhor nos convida.

Como tantos homens e mulheres na Igreja, somos chamados a deixar que o Espírito Santo, Fogo Abrasador, venha nos moldar na santidade do próprio Deus, para sermos tal qual é Jesus. Pois ele nos disse: “Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei!”. O fogo transforma em amor tudo o que dele se aproxima e se deixa transformar por seu poder consumidor. Deixemo-nos, então, transformar em amor, como “Deus é amor”, pelo poder da chama viva de amor do Espírito Santo!

Convido você a conhecermos a vida de alguns homens e mulheres que se deixaram moldar pela santidade de Deus! Vamos postar aqui no Blog a vida de alguns santos, acompanhe conosco.

Rodrigo Gutierrez Stabel
Seminarista 3º ano de Teologia

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Deus é pop: Como os jovens brasileiros – que estão entre os mais religiosos do mundo – expressam sua fé em novos ritos, novas igrejas e até na internet


Não é verdade que os jovens não querem buscar uma religião, mas essa deve ser do seu modo, porque o rigorismo das Igrejas tradicionais os incomoda, isso é evidenciado na “pesquisa feita por um instituto alemão que mostra que 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam ser profundamente religiosos”.

Um fenômeno cultural, social e espiritual que vem inquietando sociólogos e líderes religiosos são as formas inovadoras que os jovens vem buscando para expressar o que eles realmente são, dentro da cultura, meio social e na religião. A juventude busca por espaço no meio social como “água no deserto”. Então nas suas elucubrações buscam ser “o diferente”, a fim de serem percebidos por aqueles que os rodeiam, mas ser “o diferente” (brincos, alargadores de orelha, tatuagem, piercings nas mais diversas partes do corpo, pulseiras, maquiagem, estilo de roupa, atitudes e comportamentos) faz com que no contexto da sociedade vigente secularizada crie-se um estereótipo negativo a respeito da juventude.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Uma missão inesquecível


Neste último fim de semana, os seminaristas da etapa de teologia da Arquidiocese de Maringá estiveram reunidos na comunidade Papa João XXIII, em Marialva para realizar a chamada "missão", que na verdade são visitas às casas das famílias com orações e bençãos com aspersão de água e encontros de animação e fortalecimento da comunidade.

Esse trabalho teve início no sábado (16) pela manhã quando nos reunimos no CESOREMA (Centro de Eventos Sociais e Religiosos de Marialva), juntamente com os leigos da comunidade para rezarmos o Ofício Divino das Comunidades, preparado pelos seminaristas Paulo Berto, Geovani e Joseir a fim de que nossos trabalhos fossem guiados pelas mãos de Deus, nosso Pai. Logo depois houve a divisão dos seminaristas e dos trabalhos e demos início às visitas das casas.

Confira as fotos...

sábado, 8 de maio de 2010

Feliz dia das MÃES!!!!!!!!


MÃE,
Você me ensinou a me importar com as pessoas,
A perceber seus sentimentos, e compreender seus problemas.

De tudo o que você me ensinou,
Estas devem ser as coisas mais importantes,
E são também as qualidades que eu mais gosto em você,

E eu só espero que as pessoas vejam o mesmo em mim...
Então, Mãe, no seu dia, eu quero dizer a você,
O quanto você significa para mim,
E não só porque você é a minha mãe,

Mas também por ser uma pessoa que eu admiro e amo muito.


MÃE,
Você que me carregou no seu ventre por nove meses, sem se queixar.
Você que cuidou de mim sem se importar com o amanhã.

Você que reclama, fala... mas para o meu bem, sempre tem razão.
E ainda é a peça fundamental do quebra-cabeça da minha vida.

É mamãe, você pode não saber o quanto eu te amo, deve ser porque não o expresso.
Mas meu coração fica radiante quando chego em casa e encontro-a ao meu lado.

Mas o mais importante é que o meu mundo não é nada se você não estiver nele.

TE AMO!!!

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

São os sinceros votos de todos os seminaristas da
Arquidiocese de Maringá a todas as mães,
que são modelo de vida e exemplo de amor!!!

domingo, 2 de maio de 2010

21ª Romaria do Trabalhador: um momento de fé e luta!!!



A 21ª Romaria do trabalhador foi realizada na cidade de Cruzeiro do Sul, tendo sido organizada pelas paróquia São Judas Tadeu (Cruzeiro do Sul) e Nossa Senhora de Lourdes (Paranacity). A romaria teve seu início na praça da Igreja Matriz e depois uma caminhada de 4 quilômetros que marca a caminhada que cada trabalhador realiza a cada dia em busca de dignidade e justiça em seu trabalho.

A cada ano a romaria se firma em nossa Arquidiocese como sendo um espaço de luta por dignidade, justiça, mas como sendo também um momento de fé e amor onde celebramos a vida do trabalhador e trabalhadora que com o seu suor não cessam esforço para agradecer a Deus por tantas maravilhas que Ele faz em seu favor.

Confira as fotos!!!

Romaria do Trabalhador!!!


Ontem, primeiro de maio, a Arquidiocese de Maringá se uniu aos trabalhadores para celebrar o seu dia. O tema que iluminou as reflexões foi o lema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24). Inúmeros romeiros das mais diversas paróquias da Arquidiocese e autoridades civis e militares se reuniram na praça da igreja matriz São Judas Tadeu da cidade de Cruzeiro do Sul – PR.

Foram feitas duas encenações, a primeira preparada pela paróquia Sagrado Coração de Jesus de Nova Esperança – PR, ilustrou o dia-a-dia dos trabalhadores que são explorados pelo sistema capitalista, ganham pouco e são submetidos a uma economia que gera morte. A segunda, apresentada pelas famílias do Assentamento da Copavi de Paranacity – PR, que mostrou a tão sonhada ECONOMIA SOLIDÁRIA, que está a serviço da vida, da valorização do ser humano e não do capital.

Após as apresentações seguimos em caminhada para o pré-assentamento Padre Josimo Moraes Tavares (mártir da luta pela Reforma Agrária). Durante a caminhada os romeiros foram convidados a carregar uma pesada cruz até o local da celebração Eucarística, simbolizando as cruzes que os trabalhadores carregam todos os dias em busca de dignidade e salário justo. Chegado o local, a cruz foi fincada no chão como símbolo da romaria dos trabalhadores.
A romaria foi encerrada com a celebração Eucarística, presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Anuar Batistti, com a presença dos padres da Arquidiocese.
Alécio Carini
Seminarista 2º ano de teologia

Momento de formação e confraternização!!!


No dia 21 de abril, feriado, os seminaristas da etapa da Teologia reuniram-se nas dependências do Seminário Santissíma Trindade e realizaram um estudo do documento lançado pela CNBB para Seminários e Casas de Formação sobre a Lectio Divina. Na parte da tarde realizamos a avaliação da caminhada já realizada até então, tudo sendo coordenado pelo padre reitor Onildo Gorla Júnior e o padre diretor espiritual Luís Knupp.

Mas dentro de tudo isso sobrou um espacinho para um momento de confraternização e alegria, onde nosso amigão Paulo Berto e o Padre Luis tomaram conta da churrasqueira e colocaram o boi pra assar. Não dá pra deixar de dizer dos meninos da cozinha que não deixaram nada faltar: Geovani, Alécio, Joseir, Marcos André e Rodrigo. Você deve estar se perguntando e os demais? Claudemir, Edivaldo, Andrei, Neri, Vanilson, César e Padre Onildo? Bom estavámos todos na torcida pelos churrasqueiros, quer coisa melhor... Confira as fotos...

Foi um momento enriquecedor para a nossa formação espiritual, pastoral e também comunitária.

Isso é fruto do esforço e empenho de nossa Arquidiocese em formar bons pastores. Por isso, você jovem sinta-se chamado a fazer uma experiência vocacional conosco em nosso Seminário. Ali você sentirá o chamado de Deus em sua vida, e quem sabe não venhas um dia a fazer parte de nossa comunidade de formação. Entre em contato: (44) 3224-4965, e informe-se sobre as datas dos encontros vocacionais.

Deus te chama não temas em responder.

sábado, 24 de abril de 2010

4° Domingo da Páscoa: O domingo do Bom Pastor


Neste domingo, dedicado à figura do Bom Pastor, somos convidados a ouvir a voz do Senhor que nos chama e nos indica o caminho a seguir: “Eu Sou o Bom Pastor e conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (Jo 10,14). Aqui muitas vezes caímos na tentação de pensar que todos nós somos ovelhas, animais, e se pegarmos o sentido do evangelho somos ovelhas, assim como o texto nos diz.

Contudo, somos ovelhas, mas ovelhas que pensam, ovelhas que falam, ovelhas que sabem dizer sim e não. Somos ovelhas no sentido de dar uma resposta à vontade de Deus e aos seus apelos. No evangelho de João, Jesus retoma a imagem de Pastor do Antigo Testamento aplicando-a a si mesmo: “Eu sou o verdadeiro pastor” (Jo 10,11-14). Jesus é o “bom pastor” porque não tem medo de lutar, a ponto de dar a própria vida pelo rebanho que ama (Jo 10, 11).

Ao seguir Jesus assumimos as suas conseqüências que é o dar a vida pelas suas ovelhas, fazer a sua vontade. Jesus amou de tal maneira a cada um de nós que deu a sua vida, o bem mais precioso que possuía para nos salvar, e muitas vezes não conseguimos dizer o nosso sim sem medo e sem medidas. Pois quando dizemos o nosso sim sempre nos perguntamos: o que vou ganhar com isso? Jesus é o nosso exemplo, onde devemos dar a vida sem limites uns pelos outros. A vida que Jesus nos dá é a vida de comunhão que ele tem com Pai. Ser ovelhas ainda nos mostra seguir os passos de Jesus, amar como Jesus amou, sentir como Jesus sentiu, viver como Jesus viveu.

O domingo do Bom Pastor nos remete para a realidade que vem acontecendo na mídia, às críticas e os ataques ao Santo Padre, o Papa Bento XVI. A sucessão Apostólica que lhe foi confiada, nos remete aos primórdios da Igreja onde ser o Bom Pastor era aquele que não tinha muito amor ao seu “pescoço”, arriscando sua vida em favor do Evangelho. Ser pastor como o padre, os bispos, e até mesmo o Papa é seguir na pregação do evangelho com muito amor e confiança, sem medir esforços para defender o povo, o rebanho de Cristo.

“Sou bom Pastor ovelhas guardarei não tenho outro oficio e nem terei quantas vidas eu tiver eu lhes darei”, assim diz o canto. Mesmo que as dificuldades e as dores sejam grandes, o Pastor da à vida por suas ovelhas como vemos o Papa Bento XVI na Ilha de Malta acolhendo a todos inclusive as vítimas. Pois, o bom pastor é aquele que não exclui ninguém, mas que ama e acolhe de coração.

Senhor Bom Pastor nos mostre o caminho de como ser verdadeiros pastores, dá-nos sabedoria para te compreender, dá-nos tua luz para seguir-te sem medida, mas seguir-mos com o coração, aprendendo de ti que “és manso e humilde de coração” (MT 11,29).

Joseir Sversutti
Seminarista 3° ano de Teologia

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ENCONTRO VOCACIONAL


Você jovem que sente o chamado de Deus à vida presbiteral, tendo como centro de sua vida o exemplo e a imagem de Cristo Bom Pastor, venha fazer o seu discernimento vocacional.

Venha participar do encontro vocacional neste final de semana, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória, em Maringá.

O Senhor te chama a trabalhar na sua messe. Não temas em responder: "Tu me chamaste, Senhor, aqui estou. Fala que teu servo escuta" (I Sm 3,8).


Dia 22 de abril: Dia Mundial do Planeta Terra



Estamos matando aos poucos a Mãe que nos gera

Em meados do século XVIII, na Inglaterra, aconteceu o grande embate do século: a Revolução Industrial, que se alastrou como fogo em pólvora, e a partir do século XIX já se falava de revolução industrial em todo o mundo. Achavam que essa seria a menina dos olhos da humanidade. O primeiro produto industrializado foi o capitalismo, sistema de morte, escravagista, que gerou desigualdade, miséria, concentrando toda a riqueza nas mãos de poucos que dia e noite buscaram lucrar.

Aquela que deveria ser a menina dos olhos da humanidade, hoje está preocupando. A razão é por causa da produção e do consumismo exacerbados que estão deixando a Terra doente, falida. Consumimos 30% a mais do que a natureza pode oferecer. Com a superprodução para tentar atender a demanda, toneladas de dióxido de carbono são lançados na atmosfera diariamente, ocasionando o superaquecimento global, e diante de tais agressões a natureza dá a sua resposta, isso se percebe nos vendavais, no derretimento das geleiras, tempestades, enchentes, tornados, chuva ácida, deslizamentos, terremotos, maremotos, oscilação de temperatura e estação do ano e em tantos outros fatores. E estamos nos perguntando: Será que chegou o fim dos tempos? Será que esse é o fim da humanidade? É possível fazer alguma coisa?

O homem ainda não caiu em si que está vivendo o ‘midismo’ (na mitologia grega, tudo o que o rei Midas tocava virava ouro) , tudo o que é tocado por ele vira mercadoria: terra, água, madeira, animais e até o próprio homem são expostos em vitrines. E na sociedade do quero mais, o homem não percebe que está usando mal os recursos naturais, e não tem consciência de que tudo vai acabar em curto prazo, pois a natureza é limitada.

A mãe natureza está em “gritos de parto”. Os rios parecem “veias entupidas pelo colesterol da poluição e do lixo”. O desmatamento e as queimadas estão tomando conta das florestas, os animais morrem muitas vezes queimados ou por falta de comida, desencadeando um enorme desequilíbrio ambiental. E nos perguntamos: Por que há tantos bichos, insetos?

A mãe que nos dá o sustento está agonizando, do seu ventre vem o pedido de socorro, o basta, o não aguento mais. Estudiosos afirmam que temos quinze anos para reverter essa situação, pois caso contrário a humanidade vai perecer a ponto de ser extinta ou grande parcela dela. Estamos caminhando para o fim.

A humanidade perdeu a noção do belo. Deus criou o homem para cultivar a terra. A terra não nos pertence porque nós somos a terra, Deus criou o homem do barro Gn 2,7, por isso não podemos agredi-la, porque estaríamos agredindo a nós mesmos, a nossa própria essência.

Não creamos tão somente que os carrascos que martirizam a natureza são os latifundiários, indústrias, madeireiras clandestinas, temos a nossa parcela de culpa. A natureza sangra desde o lixo que queimamos no fundo do nosso quintal, o papel de bala que jogamos na rua, o lixo que jogamos no terreno baldio até a torneira que fica horas pingando em nossas casas. Somos responsáveis por 10% do desperdício de água e 90% são das irrigações irregulares e das indústrias, mas nem por isso devemos deixar de fazer a nossa parte.

Não permitamos que o cosmo perca a sua sacralidade. Enxerguemos a ação de Deus na história através da beleza que Ele criou: o pão, o vinho, o óleo, a água, o homem e a mulher. Elementos fundamentais e necessários para a Sua atuação sacramental na vida da humanidade. Mas se Deus se faz presente na vida do seu povo por meio da beleza que Ele criou como poderemos celebrar se a criação está sofrendo? Como poderemos celebrar o mistério Pascal sem levar em conta a beleza que Deus criou?

A natureza está sofrendo, não sejamos indiferentes com o que diz respeito à ecologia, temos de ser “homens e mulheres globais e planetários (as)”, defensores das causas ambientais, temos pouco tempo e muito trabalho a ser feito para reverter a situação. Há possibilidade de dias melhores, não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje. Denunciemos as máquinas da morte. Lutemos pela vida a fim de deixarmos um mundo melhor para as futuras gerações, afinal de contas aqui é a nossa casa, é aqui que escrevemos a nossa história.

Alécio Carini
Seminarista 2º Ano de Teologia

terça-feira, 20 de abril de 2010

2º Encontro dos Seminaristas das Províncias Eclesiásticas de Maringá e Londrina




Um grande momento de reflexão e confraternização. De fato foi o instante de conhecer outros vocacionados que também como nós são chamados à vocação presbiteral. Esse encontro reuniu seminaristas das etapas de formação: Seminário Menor, Propedêutico, Filosofia e Teologia, tendo recebido em torno de 160 seminaristas e contando com a presença de cerca de 15 padres durante todo o dia.

O dia começou com a acolhida dos seminaristas que foi feita pelos seminaristas da Arquidiocese de Londrina que sediava o mesmo no Instituto de Teologia Paulo VI. Seguimos o dia com um belo café da manhã, onde logo após deu-se início a oração que foi preparada pelos seminaristas da Diocese de Campo Mourão, seguido do Hino do Ano Sacerdotal entoado por todos os presentes.

Seguindo a programação do dia, tivemos um momento de reflexão sobre a missão do sacerdote, e logo depois foram divididos em vários grupos de debate e discussão, que retornaram para uma plenária, em torno do assunto proposto. O dia teve continuidade com a celebração da Santa Missa que foi presidida por Dom Orlando Brandes (Arcebispo de Londrina) e concelebrada por todos os padres presentes. A liturgia da Santa Missa ficou a cargo dos seminaristas da Arquidiocese de Maringá, da etapa da teologia contando com a ajuda dos seminaristas da diocese de Umuarama. Os cantos ficaram na responsabilidade dos seminaristas Neri (Maringá), Diego Dias e Eduardo Moreira (Cornélio Procópio).

Um belo almoço foi servido para todos. E logo depois, todos os presentes tiveram a oportunidade de conhecer as estruturas do Seminário Paulo VI a fim de conhecê-lo, já que por muitos anos o mesmo foi a residência dos seminaritas de várias dioceses do Paraná para a formação teológica. O dia de confraternização encerrou-se com várias dinâmicas e brincadeiras para alegrar o pessoal. A alegria de tal encontro manifesta-se nos vários instantes: nas orações que nos unem na mesma fé e no mesmo objetivo, rezar por nossas vocações e pelas vocações do mundo inteiro a fim de que Cristo envie mais operários a sua messe, nos momentos de reflexão e discussão onde refletimos a atualidade do sacerdote e do seminarista na Igreja de hoje; e também, nos momentos de diversão onde fortificamos os laços de unidade entre nossas dioceses e nossos seminaristas a fim de termos um presbitério que caminhe unido como família enxertados no coração de Cristo, Pastor e Cabeça da Igreja, que é seu corpo.

Aos seminaristas perseverança e paz no discernimento de sua caminhada vocacional. Aos presbíteros luz e coragem para seguirem nos passos de Jesus, Bom Pastor. E a todos a graça e a paz de Deus em nossas vidas para continuarmos a escutar a voz do Pai que nos chama a trabalhar na sua messe.


Confira as fotos desse encontro:

Neri Dione Squisati
Seminarista 1º ano de Teologia

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Carta de Dom Cláudio Hummes: Encerramento do Ano Sacedotal


O ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL

Roma, 12 de abril de 2010

Caros Presbíteros,

A Igreja sem dúvida está muito feliz com o Ano Sacerdotal e agradece ao Senhor por haver inspirado o Santo Padre a decidir sua realização. Todas as informações que chegam aqui a Roma sobre as numerosas e multíplices iniciativas programadas pelas Igrejas locais no mundo inteiro para realizar este ano especial constituem a prova de como foi bem recebido e - podemos dizer – correspondeu a um verdadeiro e profundo anseio dos presbíteros e de todo o povo de Deus. Estava na hora de dar uma atenção especial de reconhecimento e de empreendimento em favor do grande, laborioso e insubstituível presbitério e de cada presbítero da Igreja.

É verdade que alguns, mas proporcionalmente muito poucos, presbíteros cometeram horríveis e gravíssimos delitos de abuso sexual contra menores, fatos que devemos rejeitar e condenar de modo absoluto e intransigente. Devem eles responder diante de Deus e diante dos tribunais, também civis. Mas estamos antes de mais nada do lado das vítimas e queremos dar-lhes apoio tanto na recuperação como em seus direitos ofendidos.
Por outro lado, os delitos de alguns não podem absolutamente ser usados para manchar o inteiro corpo eclesial dos presbíteros. Quem o faz, comete uma clamorosa injustiça. A Igreja, neste Ano Sacerdotal, procura dizer isto à sociedade humana. Qualquer pessoa de bom senso e boa vontade o entende.

Dito necessariamente isso, voltamos a vós, caros presbíteros. Queremos dizer-vos, mais uma vez, que reconhecemos o que sois e o que fazeis na Igreja e na sociedade. A Igreja vos ama, vos admira e vos respeita. Sois também alegria para nossa gente católica no mundo, que vos acolhe e apoia, principalmente nestes tempos de sofrimentos.
Daqui a dois meses chegaremos ao encerramento do Ano Sacerdotal. O Papa, caros sacerdotes, convida-vos de coração a vir de todo o mundo a Roma para este encerramento nos dias 9, 10 e 11 de junho próximo. De todos os países do mundo. Dos países mais próximos de Roma dever-se-ia poder esperar milhares e milhares, não é verdade? Então, não recuseis o convite premuroso e cordial do Santo Padre. Vinde e Deus vos abençoará. O Papa quer confirmar os presbíteros da Igreja. A vossa presença numerosa na Praça de São Pedro constituirá também uma forma propositiva e responsável de os presbíteros se apresentarem, prontos e não intimidados, para o serviço à humanidade, que lhes foi confiado por Jesus Cristo. A vossa visibilidade na praça, diante do mundo hodierno, será uma proclamação do vosso envio não para condenar o mundo, mas para salvá-lo (cfr. Jo 3,17 e 12,47). Em tal contexto, também o grande número terá um significado especial.

Para essa presença numerosa dos presbíteros no encerramento do Ano Sacerdotal, em Roma, há ainda um motivo particular, que a Igreja hoje tem muito a peito. Trata-se de oferecer ao amado Papa Bento XVI nossa solidariedade, nosso apoio, nossa confiança e nossa comunhão incondicional, diante dos frequentes ataques que lhe são dirigidos, no momento atual, no âmbito de suas decisões referentes aos clérigos incursos nos delitos de abuso sexual contra menores. As acusações contra o Papa são evidentemente injustas e foi demonstrado que ninguém fez tanto quanto Bento XVI para condenar e combater corretamente tais crimes. Então, a presença massiva dos presbíteros na praça com Ele será un sinal forte da nossa decidida rejeição dos ataques de que è vítima. Portanto, vinde também para apoiar o Santo Padre.

O encerramento do Ano Santo um encerramento, mas um novo início. Nós, o povo de Deus e os pastores, queremos agradecer a Deus por este período privilegiado de oração e de reflexão sobre o sacerdócio. Ao mesmo tempo, propomo-nos de estar sempre atentos ao que o Espírito Santo quer nos dizer. Entretano, voltaremos ao serviço de nossa missão na Igreja e no mundo com alegria renovada e com a convicção de que Deus, o Senhor da história, fica conosco, seja nas crises seja nos novos tempos.

A Virgem Maria, Mãe e Rainha dos sacerdotes, interceda por nós e nos inspire no seguimento de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

Cardeal Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo
Prefeito da Congregação para o Clero