quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

História de um Chamado


Quando eu era criança algumas pessoas olhavam pra mim e diziam “Esse menino tem cara de padre”, ouvindo isso eu respondia “Deus me livre!”. Pois é, os caminhos do Senhor não são os nossos caminhos. Deus não me livrou e aqui estou eu prestes a realizar essa estranha previsão.

Nasci no dia 10 de abril de 1982 em Ivaiporã- PR, primeiro filho dos três de José Antonio de Oliveira e Elisabeth Guerra de Oliveira. A busca por emprego trouxe meu pai pra Maringá e apesar das insistências de minha avó materna e madrinha de batismo, pedindo pra me deixar com ela, minha mãe veio para Maringá depois de meu pai e me trouxe. Passaram por sérias dificuldades, enfrentando-as heroicamente. Depois de morarem na vila Operária, vieram para os inícios do Jardim Campos Elíseos, onde depois de um tempo tiveram minha irmã Solange Maria e meu irmão João Henrique, e abriram um comércio próprio, um bar e mercearia.

Estudei na Escola Municipal Machado de Assis, zona rural de Maringá onde sempre tirei boas notas. Fiz o ensino médio no Instituto de Educação Estadual de Maringá no curso técnico em contabilidade, mas aí as notas já não eram aquelas. Nessa época trabalhava num escritório contábil, estudava, fazia curso de informática e dava catequese na CEB São João Batista.

Terminando o ensino médio não pensava em continuar estudando e consegui emprego numa cooperativa de Maringá. Participando do Grupo de Oração Filhos de Abraão, namorei durante pouquíssimo tempo, e depois do término do namoro começou a surgir uma inquietação: porque não consagrar a vida inteiramente a Deus por meio da Igreja? Eu gostava muito dos assuntos religiosos, era curioso por coisas da bíblia, gostava de defender a minha fé e de ensiná-la e percebia que a Igreja precisava de padres e padres presentes na vida do povo. Fui com um amigo confessar-me na Catedral, padre Nunzio ao me atender perguntou se eu não gostaria de conhecer os encontros vocacionais no seminário. Aceitei o desafio, fui, conheci, gostei e aos poucos me apaixonei por aquela experiência na qual queria me aprofundar.

Em 10 de fevereiro de 2003 entrei no Seminário Arquidiocesano de Maringá. Foram oito anos: um curso de filosofia, um curso de teologia, trabalhos pastorais em várias paróquias da arquidiocese, inúmeras novas amizades novas, inúmeros aprendizados, várias crises vocacionais vencidas com a ajuda e a oração de muita gente.

Agora, eleito pelo arcebispo, eu, Marcos André de Oliveira, serei ordenado diácono a serviço da Igreja, e posteriormente serei ordenado padre.

Escolhi como lema da ordenação diaconal: “Consagra-me com a verdade” (cf Jo 17,17), pois quero ser verdadeiramente consagrado e ter a verdade como ponto de saída e chegada de minha vida e atuação pastoral, tendo a certeza de que a Verdade é Jesus Cristo “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6). Ele é o caminho no qual podemos andar e estar seguros, ele é a vida plena, ele é a verdade a qual devemos estar unidos e que ilumina nossa vida e nossos caminhos.

Enfim, gostaria de convidar a todos para celebrarem comigo o momento de minha ordenação diaconal. Será no dia 11 de fevereiro de 2011 na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória de Maringá, às 19h30m.

Ah! Estejam atentos: o Senhor continua chamando. O chamado é sempre para o amor, para a felicidade e para o serviço. A que ele está te chamando?

Marcos André de Oliveira