quinta-feira, 7 de abril de 2011

O PADRE É COMO UM PAI

No último final de semana de março tivemos o 2º Encontro Vocacional, no Seminário de Maringá. Foi uma grande alegria receber os 13 vocacionados candidatos ao Seminário e 1 pré-candidato. Tivemos momentos muito preciosos juntos, pois o grupo é bastante sério, ou melhor, leva a vida a sério, sem ser carrancudo, é claro!

Agora explico o porquê desse título: um dos nossos vocacionados enviou-me um e-mail, dizendo que se sentiu como um filho. Então parei para pensar que o padre é como um pai e também assim o deve ser para os vocacionados e para quem quer que encontre. Transcrevo um trecho da mensagem que ele me mandou (com autorização do autor):

“Tenho tanto a agradecer a todos que realizam os encontros vocacionais, agradecer o cuidado com os detalhes no seminário, a decoração concordando com o tema, nossas camas arrumadas, uma mensagem para cada participante, as cartas deixadas pelos seminaristas, a comida pronta, o filme escolhido, as fotos reveladas... Enfim, vocês pensam e cuidam para nos acolher como filhos. E é assim que me sinto quando estou com vocês, acolhido como filho. Tento retribuir com minhas humildes orações.”

Também penso que é isso que devemos e precisamos fazer: acolher os irmãos que chegam como filhos, porque eles são filhos, filhos muito amados de Deus! Foi o próprio Jesus quem nos provou isso ao nos dar sua vida e toda vez que se dá na Eucaristia.

Queremos acolher também muitos outros irmãos que vierem. E que venham muitos! A Igreja de Maringá precisa de homens corajosos que ouçam o chamado do Senhor e se disponham com generosidade para servi-lo na Igreja. O próximo Encontro será nos dias 16 e 17 de abril, com início no sábado a partir das 16h00 e término no domingo após o almoço.

O Pai espera por você!

Entre em contato conosco para maiores informações sobre os encontros vocacionais:

Rodrigo Gutierrez Stabel
Seminarista da Teologia

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Tijolada de Deus




Em uma cidade muito bonita existia ali um jovem muito rico, mas soberbo. Que ganhou de seu pai um carro muito bonito era uma Ferrari.

Este jovem como outros gostavam de andar de carro em alta velocidade porque a velocidade nos dá emoção e a adrenalina vai a mil.

Certo dia, enquanto andava por uma rua em alta velocidade escutou que algo havia batido em seu carro.

Parou rápido e quando abriu a porta viu que o que tinha batido em seu carro era um tijolo que alguém havia jogado. Ele ficou irado, bravo, falou mal de tudo quanto sabia. Em sua ira viu um menino que estava perto do cruzamento e de onde o tijolo havia saído foi até ele e começou a despejar palavras e a sua ira dizendo:

— Menino este carro custa uma fortuna, e você com um tijolo fez o maior estrago no meu carro.

O menino em sua simplicidade e chorando, disse:

— Moço faz horas que estou aqui parado fazendo sinal para os carros, mas ninguém me atendeu. E este foi o único jeito que tive de chamar a atenção de alguém. Não foi a minha intenção estragar o seu carro, mas foi de pedir para que você parasse e me ajudasse a levantar o meu irmão que esta ali perto dos carros.

O jovem parou e ouviu atentamente tudo quanto o menino lhe dizia.

— O meu irmão, continuou o menino, estava descendo esta rua e o freio da sua cadeira de rodas quebrou e ele caiu, e eu não consigo levantá-lo, pois é muito pesado para mim.

O jovem do carro se dirigiu até onde estava o menino e quando olhou viu que estava todo machucado e sangrando. Ele pegou o garoto colocou-o na cadeira de rodas e, tirando o seu lenço secou o machucado que o menino tinha e ficou parado.

O menino agradeceu por ter colocado o irmão na cadeira e com um gesto de muito carinho o menino olhou para o jovem e lhe disse:

— Obrigado moço e que Deus lhe abençoe pelo que você fez por nós. Obrigado.

O jovem viu o menino se distanciar com o irmão lentamente e ir para casa. Para o jovem que vivia em alta adrenalina e velocidade a virada para o seu carro demorou muito. Parecia uma eternidade indo para a sua Ferrari; um longo percurso onde quase não conseguia se mover.

O jovem nunca consertou a porta de sua Ferrari amassada. Não porque não tinha dinheiro ou tempo, mas para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.

Deus fala em nossos ouvidos e coração. Quando nós não temos tempo de ouvir e nos fazemos de surdos, ou quando os afazeres de nossa vida como a internet, a novela, o jogo de futebol, o meu egoísmo são mais importantes que Deus, esquecemo-nos d’Ele e buscamos fazer somente a nossa vontade e satisfazer nossos desejos.

Lembremos que alguém espera por nós ou “será que Deus tem que Jogar um tijolo em nós”?

Joseir Sversutti
Seminarista 4º ano de Teologia