segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013 com Deus no coração



Mais um ano chega ao fim e novas expectativas e sonhos se formam para o ano que se inicia.

O tempo passa cada vez mais depressa e parece que não conseguimos viver plenamente cada instante de nossas vidas. Talvez seja por causa de tantas atividades que nos consomem e não nos permitem viver com plenitude cada minuto, cada segundo, cada instante que compõe e faz parte de nossa história. E quando nos damos conta é final de ano, mais uma vez.

Alguns apostam tudo na sorte, na cor da roupa a usar na virada do ano. Outros nem se preocupam, pois é só mais um ano, o quem tem de especial nisso?! Outros ainda nada tem a apostar, pois as situações da vida lhes trouxeram tantas dores que o novo ano parece se apresentar como que mais 365 dias de sofrimento prolongado.

Aos cristãos nem a sorte, nem a cor da roupa, nem a indiferença e nem mesmo a dor e o sofrimento faz parte de nossos projetos. Não podemos esperar que uma cor de roupa nos traga sucesso e felicidade. Não podemos fazer de conta que ter a oportunidade de encerrar e iniciar um novo ano é algo sem sentido. E mesmo tendo sido difícil e doloroso este ano que se encerra não podemos deixar de acreditar que 2013 será melhor.

O que nos leva a pensar nisso? Santo Agostinho refletindo sobre o tempo diz: "... passado não existe mais, o futuro é incerto, portanto, nos resta o presente como dádiva oferecida por Deus".

Deus é nossa esperança e confiança. Por isso não deixamos jamais de acreditar que tudo pode ser melhor. Hoje agradecemos a Deus por encerrarmos este ano. Pelas vitórias e conquistas alcançadas. Pelas derrotas e dificuldades superadas. Pelas barreiras que ainda teremos de superar, mas que sabemos não serem intransponíveis para aqueles que tem Deus no coração.

Por isso, desejamos a todos muitas felicidades em 2013. Depositando em Deus a certeza de nosso sucesso, firmes de que não estamos sozinhos, mas que caminhamos todos juntos. Muita paz, saúde, amor, felicidade e sucesso a todos. E um 2013 repleto das graças e bênçãos do céu. Que Maria, Mãe de Deus, seja nossa intercessora junto ao Pai para deixarmos o passado para trás, entregarmos o futuro a Deus e vivermos plenamente cada instante de nossas vidas buscando a felicidade junto daqueles que mais amamos neste novo ano.

Feliz 2013.

São os votos dos Seminaristas da Arquidiocese de Maringá.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14)



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Eis que os anjos anunciam: "Hoje nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor" (Lc 2,9). Desse modo, sabemos que Deus assumiu nossa humanidade para que assim assumissemos sua divindade e assim tornarmo-nos seus filhos adotivos naquele que é o Salvador da humanidade, Cristo Jesus.

Mais do que um simples momento ou uma troca de presentes, esse dia é o dia em que o próprio Deus *decidiu fazer-se presente para nós dando-nos seu Filho para que nele fossemos partícipes de sua glória e co-herdeiros de Cristo no Reino dos céus.

Celebrar o Natal de Jesus é fazer memória de nossa própria história, pois na história de Cristo está a nossa história, uma vez que Cristo mesmo assumiu em sua vida a nossa história a fim de garantir-nos a glória com que Ele foi coroado pelo Pai.

Assim como Maria e José se dirigiram à gruta de Belém a fim de preparar um lugar para a vinda do Salvador, que nós preparemos nossas casas, nossas vidas, nosso coração a fim de que nós mesmos sejamos a gruta de Belém, a manjedoura santa que deve receber o Menino Deus.

Assim sendo, queridos irmãos e irmãs desejamos que nesse Natal o Senhor possa fazer em vós sua morada a fim de que encontremos o verdadeiro sentido de nossas vidas que está em Cristo. Que Maria nos encha de sua maternidade santa e conceda a toda a humanidade o fruto de seu ventre, concebido pela graça do Espírito Santo, Aquele que por nós e em nós realiza maravilhas.

Não nos cansemos de aclamar: "Hoje nasceu para nós o Salvador, que é o Cristo Senhor" (Lc 2,9).

Um Santo Natal a todos e que a glória do Senhor brilhe em vós e sua graça nos faça vivenciar a beleza do amor de Deus por nós, a força do Espírito Santo que em nós realiza maravilhas e a maternidade de Maria, que nesta noite santa nos dá seu Filho e Mestre, Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

São os votos dos Seminaristas da Arquidiocese de Maringá.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ordenação Diaconal em Maringá

Neste ano de 2012, os seminaristas Alécio Carini (Sarandi - PR), Edivaldo Rossi Gonçalves (Nova Esperança - PR) e Geovani José da Silva (Jandaia do Sul - PR), concluíram o 4º ano de Teologia e, consequentemente, o último ano de formação no Seminário de Teologia Santíssima Trindade de Maringá.


Paróquia Nossa Senhora da Esperança
Sarandi - PR

Paróquia São João Batista
Jandaia do Sul - PR



Paróquia Sagrado Coração de Jesus
Nova Esperança - PR
Assim sendo, concluíram todo o processo de oito anos da formação presbiteral na qual foram aprovados para receber a Ordenação Diaconal que lhes será conferida no dia 3 de fevereiro de 2013 às 15h na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, em Maringá, pela Imposição das Mãos e Prece de Ordenação de nosso Arcebispo Metropolitando, Dom Anuar Battisti.






Após a ordenação o diácono Alécio Carini colaborará nos serviços pastorais da Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Nova Esperança ao lado do Pároco, Pe. José Moreira Silveira. Já o diácono Edivaldo Rossi Gonçalves auxiliará ao Pe. Valdir Egea, na Paróquia São Francisco de Assis, em Maringá. Por fim, o diácono Geovani José da Silva servirá à Igreja de Maringá, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marialva, ao lado do Pe. Luiz Gonçalves Knupp (Pároco) e Pe. Antônio Fernando Vieira Garcia (Vigário).

Agradecemos a Deus pelo dom de suas vocações e pela oportunidade de convivermos ao longo desses anos no Seminário. Que a amizade aqui construída se fortaleça pela graça do ministério que passarão a exercer. Obrigado pelas alegrias e pela oportunidade de juntos caminharmos em busca do mesmo objetivo que agora veem concluído.

Queremos parabenizar estes nossos irmãos por sua conquista e desejar-lhes as graças e bênçãos de Deus a fim de que o ministério que lhes será conferido seja fecundo no Senhor e iluminado pela graça do Espírito Santo. Que Maria Santíssima os envolva em seu manto sagrado a fim de serem protegidos de todos os males e perigos do mundo sendo verdadeiros sinais da presença de Deus onde quer que estejam.

Grande abraço e que Deus os abençõe.

São os mais sinceros votos dos Seminaristas da Arquidiocese de Maringá

sábado, 10 de novembro de 2012

O homem, mendigo de Deus (Catequese de Bento XVI)



 O "desejo de Deus" não desapareceu do coração do homem, afirmou o Papa Bento XVI em sua catequese da manhã desta quarta-feira, 7 de novembro. O homem, continuou o Papa, segue trazendo dentro de si um misterioso desejo de Deus, mesmo que muitos dos nossos contemporâneos possam objetar que não sentem tal desejo. Na verdade, por detrás dos mais diversos desejos que movem o ser humano, esconde-se um desejo fundamental que nunca está plenamente saciado.

O homem é um «mendigo de Deus» e, só em Deus, encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso. Por isso, não se trata de sufocar o desejo que está no coração do homem mas de o libertar, a fim de que possa alcançar a sua verdadeira altura. As experiências fundamentais, como o amor e a amizade, mostram que em todo desejo humano está o eco de um desejo maior.

E esta dinâmica do desejo testemunha que o homem é um ser religioso. Também em nossa época, aparentemente fechada ao transcendente, se pode abrir um caminho ao autêntico sentido religioso da vida, que mostre como a fé não é absurda ou irracional. É necessário promover uma espécie de "pedagogia do desejo" que, ensinando o sabor das satisfações mais autênticas da vida, conduza o homem à busca continua dos bens mais altos.

Para os fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral, o Papa recordou que "a experiência de amor", bem como a amizade ou a experiência da beleza ", tem um poder inato que aponta para além si ". Assim, "mesmo em nosso tempo, de forma aparentemente refratárias à dimensão transcendente", você pode "abrir um caminho para o sentido da vida religiosa autêntica, que mostra como o dom da fé não é um absurdo, não é irracional."

Queridos irmãos e irmãs, o homem traz dentro de si um misterioso desejo de Deus. E embora muitos dos nossos contemporâneos possam objetar que não sentem tal desejo, este não desapareceu completamente do seu coração. Na verdade, por detrás dos mais diversos desejos que o movem, esconde-se um desejo fundamental que nunca está plenamente saciado.

O homem conhece bem aquilo que não o sacia, mas não pode imaginar nem definir o que lhe faria experimentar aquela felicidade de que sente nostalgia no coração. O homem é um «mendigo de Deus» e, só em Deus, encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso. Por isso, não se trata de sufocar o desejo que está no coração do homem mas de o libertar, a fim de que possa alcançar a sua verdadeira altura.

Por ACI Digital Mais notícias

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DNJ Maringá - Paróquia Nossa Senhora do Rosário

 

Jovens de Maringá e municípios da região vão celebrar no próximo dia 21 de outubro mais uma edição do Dia Nacional da Juventude (DNJ). Shows, missa e teatro estão na programação do evento que faz parte da preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. As atrações serão na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, no Conjunto Requião em Maringá, das 13h às 20h.

Organizado pela Pastoral da Juventude, em parceria com o Setor Juventude, o DNJ terá início a partir das 13h com a recepção dos jovens e animação do DJ Ed Maria. A abertura oficial será às 14h. Dom Anuar Battisti presidirá a celebração da Santa Missa às 15h.

Na sequência, o Ministério de Música Aliança subirá ao palco e logo depois será a vez do show do cantor católico, de Curitiba, Rafael Jesus. O DNJ 2012 ainda terá apresentações de teatro do Ministério de Artes Renascer (M.A.R.) e um momento em que o arcebispo vai promover um bate-papo com a juventude.

Juventude e Vida!

Em sintonia com a Campanha da Fraternidade, o lema do DNJ 2012 é uma pregunta, “Qual vida vale a pena ser vivida?”. A iluminação bíblica foi extraída de João 10, 10, “Eu vim para que todos tenham vida”.

Para que os jovens possam se preparar para o evento, a Comissão da CNBB para a Juventude elaborou um subsídio com roteiro de encontros e um guia para construção do projeto pessoal de vida. O material foi enviado às paróquias e também está disponível para baixar no hotsite www.pjmaringa.com/dnj.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dom Jaime: um grande Pastor a exemplo de Santo Cura d’Ars


Às vésperas da comemoração do dia de São João Maria Vianey, o Cura d’Ars, padroeiro dos padres diocesanos, os seminaristas do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória, de Maringá (etapa da Filosofia), receberam a visita do 1º Bispo e Arcebispo de Maringá Dom Jaime Luiz Coelho, que presidiu a Santa Missa em louvor e agradecimento ao dia do padre.

Em sua homilia Dom Jaime contou a história de quando e como o seminário foi fundado, desde a compra do terreno até a construção da casa. Relatava sua determinação e empenho enquanto Bispo diocesano e seu desejo de formar bons padres para a Santa Igreja, padres a exemplo do Santo Cura d’Ars, que estivessem determinados a evangelizar, a entregar-se totalmente pelo Sacramento do perdão (a Penitência), pela Eucaristia e pelo serviço aos irmãos.

Com muita alegria relatou uma de suas visitas a Ars, na França, terra onde o padroeiro dos padres se consumiu pelo povo de Deus. Contava com ênfase o momento em que sentou-se no confessionário do Santo, e ali pediu para que São João intercedesse por ele junto ao Pai, para que nunca nenhum dos fieis que fossem procurá-lo saísse sem uma boa direção, sem um bom conselho. Pedia também fidelidade e amor pelo sacerdócio, pedia força para governar bem o povo que lhe foi confiado, para ser verdadeiramente outro Cristo na terra, e de forma especial na Igreja Católica que se encontra em Maringá.


É sempre uma graça ter um exemplo como o de Dom Jaime entre nós, perceber o quanto aquele jovem sacerdote e depois bispo se consumiu pela Igreja de Cristo, se entregou pela Igreja em Maringá, se despojou de muitos desejos para mostrar o Evangelho. Como ele sempre ressalta, nos pediu para sermos santos padres, para sermos pessoas que acima de tudo mostram o Cristo, padres que realmente vivam seu sacerdócio, padres a exemplo de São João Maria Vianey, o Santo Cura d’Ars.

A Dom Jaime, nosso agradecimento e nossa admiração, nosso reconhecimento por tudo o que ele realizou por nossa Arquidiocese. A todo o povo de Deus pedimos a oração para que sejamos santos e verdadeiros sacerdotes, e que cada vez mais surjam santas vocações sacerdotais, religiosas e leigas em nossa Igreja.

Santo Cura d’Ars, rogai por nós.
José Antônio N. Pontes
Seminarista 2º ano de Filosofia

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ORDENAÇÃO PRESBITERAL - DIÁCONO RODRIGO GUTIERREZ STABEL



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MENSAGEM AOS PRESBÍTEROS DO BRASIL

"SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME" (Mt 6,9)



Amados de Deus, irmãos presbíteros do Brasil! Jesus rezou, ensinou a rezar e pediu que rezássemos também. Tanto assim que a oração que mais reza o católico é o Pai Nosso, chamado popularmente de: “a oração que o Senhor nos ensinou”. O Pai Nosso é uma oração tipicamente cristã. É uma das suas petições que colocamos como tema desta mensagem, dirigida a vós, presbíteros do Brasil, por conta da Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, a ser celebrada no dia 15 de junho, dia do Sagrado Coração de Jesus.

Jesus também pediu que fôssemos misericordiosos (Lc 6,36) e perfeitos como Ele e o Pai são (Mt 5,48). “Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também vós santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: sede santos, porque eu sou santo” (1Pd 1,16).

Caros presbíteros, na linguagem bíblica, o nome identifica a pessoa. O nome de Deus representa o próprio Deus. Santo é, portanto, o atributo e a definição do próprio Deus. Deus é o Santo, três vezes Santo. Ele é o Santo por excelência: Santo, somente Santo e totalmente Santo é Deus Pai. Santo, somente Santo e totalmente Santo é o Espírito Santo. Santo, somente Santo e totalmente Santo é Jesus que, além do mais, é fonte de toda santidade. A santidade é a totalidade dos dons e carismas do Espírito. É a plenitude do amor, da fé, da graça e dos outros bens da salvação. A santidade é também a vontade e o desejo de Deus (1Ts 4,3) para conosco. Desta sua santidade todos nós participamos.

A nossa vocação é para a santidade. A nossa missão é manifestar a santidade de Deus aqui na terra. Zacarias, sacerdote e pai de João Batista, após o mutismo, por crise de fé, rezou a seguinte oração: “... de nos conceder que, sem medo e livres dos inimigos, nós o sirvamos, com santidade e justiça, em sua presença, enquanto perdurarem nossos dias” (Lc 1,74-75). Por duvidar das promessas divinas, Zacarias ficou mudo. Diante de Deus, as pessoas, as palavras, as objeções e as resistências humanas calam-se, emudecem, silenciam. Deus impõe silêncio às coisas deste mundo. A obra de Deus exige o mutismo do silêncio, da adoração e da oração. Diante de Deus convém o silêncio, o louvor, a adoração. Zacarias, sentindo a presença de Deus, rezou e cantou. A santidade e a justiça são para nós, sacerdotes, missão de cada dia. Enquanto perdurarem nossos dias, somos chamados a ser santos, a viver e a manifestar a santidade e a justiça de Deus, todos os dias e em todas as ações pastorais e sociais.

Caríssimos, o Beato João Paulo II, na conclusão do jubileu do ano 2.000, pediu que coloquemos a “santidade” em todo projeto pastoral: “em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). Colocamos? Obedecemos? Por que sim? Por que não?

Os senhores sabem que nós os amamos: porque os senhores são forças vivas da Igreja; colunas vertebrais; pedras preciosas; estacas de sustentação das comunidades eclesiais; faces mais visíveis da Igreja; portas de entradas e, algumas vezes, até mesmo da saída de pessoas da Igreja. Os senhores possuem o poder de convocação e de atração. Façam uso destes poderes, lembrados do que disse o cardeal Cláudio Hummes: “a Igreja caminha com os pés dos padres”.

Por isto queremos dizer, mais uma vez, que nós os amamos, mais do que os outros (Jo 21,15); somos solidários convosco; sorrimos com vossas alegrias; sofremos com vossos sofrimentos; sentimos os mesmos sentimentos dos senhores; choramos com vossas dores; carregamos as mesmas cruzes que os senhores carregam; somos discípulos missionários de Jesus Cristo, como os senhores; pertencemos e servimos à mesma Igreja à qual os senhores pertencem e servem; enfim, somos irmãos... Somos um só corpo, na Igreja. Como num corpo em que cada um tem a sua missão, na missão da Igreja os senhores exercem a melhor parte, como Maria aos pés de Jesus (Lc 1,72).

Caríssimos irmãos, vós que rezais todos os dias do ano por nós, agora chegou a nossa vez de rezarmos por vós. A Igreja instituiu esta Jornada Mundial de Oração pela vossa santificação exatamente por crer no poder da oração e saber da necessidade que temos de sermos santos. Para isto convocamos todas as comunidades, pastorais, associações, novas comunidades, os movimentos, organismos e serviços, as forças vivas eclesiais a se unirem, em oração, neste dia 15 de junho, pela nossa conversão e santificação.

Permiti-nos, terminar esta simples mensagem, cantando esta canção que fizemos a pedido de um padre, que
ia completar 50 anos de ordenação sacerdotal:

Hoje minh’alma decanta, bendiz e louva o Senhor.
Por tantas coisas bonitas que Ele fez em meu favor.
Pois, desde o seio materno eu escutei seu chamado,
E quanto mais eu crescia, mais Ele estava ao meu lado.

E neste cinqüentenário (aniversário), marco extraordinário
Na vida de um operário do teu roçado, Senhor
Quero fazer a memória daquele dia de glória
Quando o Senhor da história me ungiu e me enviou.

E assim me fiz sacerdote, profeta itinerante.
E desde que disse “sim” não sosseguei um instante.
No coração do teu povo a minha tenda armei,
Remei, com fé e coragem, o barco da tua grei.

A tua santa palavra com minha vida anunciei,
Teus sacramentos de vida com gratidão celebrei.
Sede e fome senti, mas por amar tua lei,
Renunciei a mim mesmo e a tua cruz carreguei.

Hoje repasso os anos desde que dei o meu sim,
Posso dizer piamente nunca esqueceste de mim.
Ouro e prata não tenho, mas o que tenho te dou:
Um coração por inteiro, pobre, mas rico de amor.

Bom dia de oração pela santificação dos sacerdotes.
Na caridade de Cristo, Bom Pastor, nossas orações,


Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas – TO
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada
CNP – Comissão Nacional dos Presbíteros

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mensagem para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

As vocações, dom do amor de Deus



Amados irmãos e irmãs!

O 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».

A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.

À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida.

Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quaresma: tempo de conversão


O tempo da Quaresma, como o próprio nome indica, dura quarenta dias, ele tem início com a Quarta-feira de Cinzas e se estende até o Domingo de Ramos. Nesse período, a cor litúrgica é o roxo, que significa penitência, já que a Quaresma é proposta pela Igreja como um momento de conversão, de preparação para a Páscoa de Jesus.

A opção por preparar a festa da Páscoa começou por volta de duzentos anos após o nascimento de Jesus Cristo, entretanto, nessa época ela compreendia apenas três dias de orações, meditação e jejum. No século IV d.C., a Igreja aumentou esse tempo de preparação para quarenta dias e instituiu uma liturgia específica, com o objetivo de conduzir-nos ao mistério pascal.

A espiritualidade da Quaresma organiza-se em três eixos: a esmola, a oração e o jejum, os quais são considerados parte dos exercícios da ascese espiritual e têm a finalidade de purificar o coração na prática do amor fraterno, permitindo que nos preparemos para celebrar o mistério pascal. Nesse contexto, a penitência tem o sentido de corrigir nossos vícios, fortificando nosso espírito e libertando-nos do egoísmo, de modo que superemos o apego às coisas terrenas. O tempo quaresmal, nesse sentido, é o momento oportuno para renovar-nos como filhos obedientes do Pai, na santidade.

No início do tempo da Quaresma, com a imposição das cinzas, Jesus nos aconselha: “convertei-vos e crede no Evangelho”, e a Igreja suplica a Deus que Ele derrame “a graça da vossa bênção sobre os fiéis que vão receber as cinzas, para que, prosseguindo na observância da Quaresma, possam celebrar de coração purificado o mistério pascal de vosso Filho”.

Nessa perspectiva, a Sacrosanctum Concilium nos lembra a dupla índole do tempo quaresmal “principalmente pela lembrança ou preparação do batismo e pela penitência” (Sc, n.109). Assim, recomenda-se que sejam utilizados com abundância os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal, segundo as circunstâncias, sobre os elementos penitenciais, quanto a catequese, seja inculcada na alma dos fiéis, juntamente com as consequências sociais do pecado, que é uma ofensa feita a Deus.

A Sacrosanctum Concilium (n.110) nos faz recordar que a penitência, no tempo da Quaresma, não deve ser somente interna e individual, mas também externa e social. Assim, recomendam-se para esse tempo ações concretas como:

• Ter cuidado com o que diz, com o conteúdo da fala, evitando comentários maldosos;

• Desacomodar-se e participar, quando chamado, dos serviços voluntários de sua igreja;

• Voltar para casa mais cedo, dedicando mais tempo à família;

• Valorizar o serviço diário do (a) esposo (a), surpreendendo com um obrigado (a);

• Dialogar mais e brigar menos ao longo do dia;

• Cuidar mais e melhor da espiritualidade;

• Partilhar com os empobrecidos o pouco ou o muito de que dispõe;

Boa celebração e uma Santa Quaresma a todos!

Claudemir Ricardo da Silva
Seminarista 3º ano de Teologia