sábado, 10 de novembro de 2012

O homem, mendigo de Deus (Catequese de Bento XVI)



 O "desejo de Deus" não desapareceu do coração do homem, afirmou o Papa Bento XVI em sua catequese da manhã desta quarta-feira, 7 de novembro. O homem, continuou o Papa, segue trazendo dentro de si um misterioso desejo de Deus, mesmo que muitos dos nossos contemporâneos possam objetar que não sentem tal desejo. Na verdade, por detrás dos mais diversos desejos que movem o ser humano, esconde-se um desejo fundamental que nunca está plenamente saciado.

O homem é um «mendigo de Deus» e, só em Deus, encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso. Por isso, não se trata de sufocar o desejo que está no coração do homem mas de o libertar, a fim de que possa alcançar a sua verdadeira altura. As experiências fundamentais, como o amor e a amizade, mostram que em todo desejo humano está o eco de um desejo maior.

E esta dinâmica do desejo testemunha que o homem é um ser religioso. Também em nossa época, aparentemente fechada ao transcendente, se pode abrir um caminho ao autêntico sentido religioso da vida, que mostre como a fé não é absurda ou irracional. É necessário promover uma espécie de "pedagogia do desejo" que, ensinando o sabor das satisfações mais autênticas da vida, conduza o homem à busca continua dos bens mais altos.

Para os fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral, o Papa recordou que "a experiência de amor", bem como a amizade ou a experiência da beleza ", tem um poder inato que aponta para além si ". Assim, "mesmo em nosso tempo, de forma aparentemente refratárias à dimensão transcendente", você pode "abrir um caminho para o sentido da vida religiosa autêntica, que mostra como o dom da fé não é um absurdo, não é irracional."

Queridos irmãos e irmãs, o homem traz dentro de si um misterioso desejo de Deus. E embora muitos dos nossos contemporâneos possam objetar que não sentem tal desejo, este não desapareceu completamente do seu coração. Na verdade, por detrás dos mais diversos desejos que o movem, esconde-se um desejo fundamental que nunca está plenamente saciado.

O homem conhece bem aquilo que não o sacia, mas não pode imaginar nem definir o que lhe faria experimentar aquela felicidade de que sente nostalgia no coração. O homem é um «mendigo de Deus» e, só em Deus, encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso. Por isso, não se trata de sufocar o desejo que está no coração do homem mas de o libertar, a fim de que possa alcançar a sua verdadeira altura.

Por ACI Digital Mais notícias