quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Obrigado Dom Jaime

Na fé e na esperança acreditamos em Cristo Jesus que nos disse: "Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (Jo 11,25).
 
A morte deixa marcas de tristeza, mas a certeza da ressurreição e da vida nos garante a alegria da vitória.
 
A Deus, nossa gratidão pela vida, testemunho e ministério de Dom Jaime Luiz Coelho, pois sem se cansar levou a todo lugar a mensagem do Evangelho.
 
Dom Jaime, obrigado por tudo. Obrigado por nos ensinar a amar o Evangelho de Cristo. Obrigado por nos ensinar a confiar em Maria Santíssima. Obrigado por doar a sua vida de modo extraordinário no ministério presbiteral e, principalmente, no ministério episcopal. Enfim Dom Jaime, obrigado por fazer com que Cristo seja tudo em todos (In Omnibus Christus - "Cristo tudo em todos" - Cl 3,11 - Lema do episcopado de Dom Jaime Luiz Coelho).
 
Que Maria, a Senhora da Glória, que sempre esteve ao seu lado para conduzi-lo em seu ministério, possa agora no céu recomendar-te ao Coração de Jesus.
 
 

Na íntegra: Homilia de Dom Murilo

Dom Murilo S.R. Krieger, scj – Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil
Exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho, Arcebispo Emérito de Maringá – 06.08.13
Leituras: Festa da Transfiguração do Senhor
 
 
 
1. É muito fácil falar nas exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho. É muito difícil falar nas exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho.
 
2. É muito fácil falar: quem o conheceu - e quem, morando em Maringá ou neste norte novo do Paraná não o conheceu? -, tem ideia clara de seu valor e do que ele significou para a Arquidiocese de Maringá, para o Município de Maringá e para os Municípios desta região. Aqui, a História da Igreja e a História desses municípios se cruzam em Dom Jaime. Quem o conheceu sabe muito bem com que dedicação, entusiasmo e determinação ele enfrentava os desafios e lutava para ver concretizadas as suas ideias.
 
Quem o conheceu sabe com que ardor ele procurou fazer de Jesus Cristo o centro de sua vida e da vida de todos. Esse ardor está muito bem sintetizado em seu lema: In omnibus Christus (Cl 3,11) - isto é, Cristo em todos, da carta do apóstolo Paulo aos Colossenses. Dom Jaime escolheu este lema em 1957, ao ser nomeado Bispo pelo Papa Pio XII.
 
O desejo de fazer com que Cristo fosse tudo em todos pode ser apresentado, hoje, como uma síntese de sua vida e de suas lutas. Seu espírito determinado, sua capacidade de direcionar todas as suas forças nos objetivos que tinha diante de si tem uma prova concreta nesta Basílica Catedral - uma Casa de Deus e, ao mesmo tempo, um monumento artístico criativo e arrojado, nacional e internacionalmente conhecido como o símbolo de Maringá.
 

Cardeal Scherer se manifesta sobre morte de Dom Jaime

São Paulo, 05.08.2013
 
Para Dom Anuar Battisti - Arcebispo de Maringá
 
Estimado Dom Anuar
 
Nesta manhã, fui surpreendido pela notícia do falecimento de Dom Jaime Luiz Coelho, primeiro Bispo e Arcebispo emérito dessa estimada Arquidiocese de Maringá.
 
Dom Jaime marcou a vida e a história da Igreja em Maringá e no Paraná, quer pelo seu longo serviço episcopal, quer pela sua frutuosa ação missionária e pastoral. Conheci-o como bispo de Maringá quando eu ainda era menino e estava iniciando meus estudos no Seminário em Curitiba, nos anos 60.
 
Neste momento de luto para a Arquidiocese de Maringá, uno-me ao senhor e aos demais bispos do Paraná na oração em sufrágio por Dom Jaime e em agradecimento pelo muito bem que fez em sua longa vida. Deus o recompense com o prêmio dos bons e fiéis servidores do Evangelho. Ao mesmo tempo, quero expressar minha solidariedade aos familiares e parentes, ao clero, religiosos/as e leigos/as de Maringá, que o tiveram como pai e pastor por tanto tempo. Sejam confortados com a certeza da fé e a esperança da vida eterna!
 
Aproveito a ocasião para saudá-lo e para lhe desejar todo o bem!
 
Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

Morre Dom Jaime Luiz Coelho

A Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho. Dom Jaime morreu por volta 1h da madrugada desta segunda-feira (05), na Santa Casa de Maringá, vítima de insuficiência renal crônica. Ele havia sido internado na UTI da Santa Casa na noite de sábado (04), por causa do agravamento do quadro de insuficiência renal.
 
O velório terá início às 12h desta segunda-feira na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.
 
O sepultamento deverá ser realizado terça-feira (06) logo após a missa de corpo presente das 18h30.
 
O corpo de Dom Jaime será sepultado na cripta da Catedral Basílica.
 
A Arquidiocese pede que as pessoas que queiram prestar homenagens a Dom Jaime não comprem coroas de flores e sim façam doações em dinheiro para as obras sociais da Igreja. As doações podem ser feitas na Catedral.
 

domingo, 4 de agosto de 2013

Cardeal Raymundo Damasceno, na reflexão sobre o mês vocacional: “Jesus nunca deixa ninguém sozinho!”

O presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, publicou um artigo em que apresenta uma reflexão sobre o mês vocacional, celebrado pela Igreja no Brasil em agosto. No texto, ele parte da vocação fundamental de cada cristão à santidade, “que recebemos no dia em que fomos batizados”.
 
A seguir, a íntegra do texto:
 
 
Agosto: mês vocacional
 
No Brasil o mês de agosto é sempre uma oportunidade para que possamos refletir sobre o chamado que Deus nos faz para vivermos de um modo mais concreto a nossa vocação à santidade, que recebemos no dia em que fomos batizados.
 
Na primeira semana, lembramos a vocação sacerdotal, refletimos sobre a sua importância para a Igreja e rezamos ao Senhor da messe para que envie operários, de modo que não faltem padres para cuidar das mais diversas comunidades espalhadas pelo Brasil.
 
Em seguida, recordamos a vocação religiosa. Nossa mente se volta para os homens e mulheres que se consagraram a Deus através dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência para viverem em comunidade segundo o carisma de seus fundadores e servirem à Igreja e ao povo de Deus nos mais diferentes serviços, sejam de natureza religiosa ou social. Lembramo-nos também dos missionários e missionárias que deixaram suas terras e foram para os locais mais distantes no serviço do Reino de Deus, anunciando Jesus Cristo aos que ainda não O conhecem.
 
Há também outra vocação que não pode ser esquecida: a dos fiéis leigos e leigas que, através do exercício de ministérios não ordenados, se fazem presentes nas comunidades eclesiais e no mundo e se dedicam à evangelização na família, no trabalho profissional e no seu ambiente social, para santificar o mundo e fazer com que ele deixe de ser a cidade dos homens para tornar-se a cidade de Deus. Dentre os diferentes ministérios leigos, o último domingo de agosto destaca a catequese, comemorando o dia dos catequistas.
 
Grandes santos são lembrados neste mês, como: São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, padroeiro dos párocos; São Lourenço, padroeiro dos diáconos; Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação dos Missionários Redentoristas; São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas; Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e, de modo especial, nossa Santa Mãe do Céu, Maria Santíssima, que é recordada na solenidade da sua Assunção, nos apontando o feliz destino de todos os que dizem “Sim” a Deus.
 
O tema vocacional é, de modo especial, voltado para os jovens. É um apelo para que todos procurem ouvir a voz de Deus e dizer sim ao seu chamado para servirem concretamente ao seu Reino.
 
Rezemos para que a Mãe Aparecida abençoe a Igreja, e, especialmente, os jovens, a fim de que sejam fiéis no seguimento de Jesus Cristo e obedientes ao mandato de seu Fundador e Mestre: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. O Papa Francisco, em sua homilia da Santa Missa para a 28ª JMJ, afirma: “Não tenham medo! Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai a nossa frente e nos guia. Ao enviar seus discípulos em missão, Jesus prometeu: “Eu estou com vocês todos os dias” (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.”
 
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente da CNBB
 
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Rumo à JMJ a esperança se refaz

Chegou o tão esperado momento da Jornada Mundial da Juventude no Brasil. Desde 2011 vivendo essa expectativa, preparando o coração, organizando e mobilizando a Igreja de todo o Brasil para viver grandioso momento de encontro com Jesus Cristo.
 
Esse é um momento que vai além da experiência de conhecer outros jovens que, de fato, é um aspecto da JMJ, porém não o mais importante e fundamental de tal ocasião. A base de todo esse evento é proporcionar a cada jovem um encontro pessoal com Jesus a fim de fortalecê-los e incentivá-los no seguimento, no discipulado de Cristo tornando-os verdadeiros missionários do Evangelho.
 
Esse encontro com Cristo tende a fazer de nossos jovens, como bem expressou o Beato João Paulo II por ocasião da JMJ em Toronto (Canadá – 2002), “sentinelas do amanhã”, “comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temendo o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido” (Doc. de Aparecida, n. 443).
 
É bonito demais ver a coragem dos jovens em viver os ensinamentos de Cristo expressos no Evangelho. É bonito demais sentir que “em meio a tantas outras vozes” (Doc. Evangelização da Juventude . n. 60), nossos jovens ainda conseguem ouvir a voz de Cristo que os chama a segui-lo e sem medo ou vergonha de serem motivos de piada, assumem esse compromisso com orgulho e prontidão. Como diz a canção Coração Livre (Pe. Jorge Trevisol): “Eu vejo que a juventude tem muito amor, carrega a esperança viva no seu cantar, conhece caminhos novos não tem segredos, anseia pela justiça e deseja a paz”.
 
Sinto-me feliz por ser católico quando vejo essa Igreja sendo movida pelo desejo de construir a paz. Quando vejo as famílias reunidas para celebrarem o amor. Mais ainda, quando vejo nossos jovens dispostos a abraçar a Cristo ao invés de abraçar o que o mundo oferece. Isso porque descobrimos o fundamento daquilo que São Paulo nos ensina: “O que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Cor 4,18).
 
Rumo à JMJ no Rio, minha esperança e, com certeza, a esperança da Igreja nos jovens se refaz. Pergunta-me por quê? Respondo com a letra da música do Pe. Jorge Trevisol: “O rosto de Deus é JOVEM também. E os sonhos mais lindos é ele quem tem. Deus não envelhece tampouco morreu, continua vivo no povo que é seu. Se a JUVENTUDE viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar”.
 
Eu não estarei no Rio de Janeiro para participar da JMJ. Mas, lhes digo uma coisa: Não preciso ver ou estar para sentir a grandeza da graça e do amor de Deus que lá se derramará. Meu coração vai junto com o coração de cada jovem que representando nosso país ou vindo de outros países lá se reunirão em especial com nosso Papa Francisco, para celebrarem e terem um encontro especial com Cristo Jesus.
 
Querido Povo de Deus, vamos juntos, rumo à JMJ. Como disse, não precisamos estar lá, basta unirmo-nos aos nossos jovens pela força da oração que podemos ter a certeza de que este será um novo Pentecostes para o mundo, de modo especial para o nosso país. Que Maria, a Senhora da Glória, guarde e proteja nossos jovens e nos conceda nesses dias de tão grande graça vivenciar a beleza do rosto jovem de Deus.
 
Cristo, Senhor e Salvador nosso, dá-nos a beleza de sua face e faze de nossos jovens verdadeiros portadores do seu Evangelho, não por palavras, mas pelo testemunho de vida. Enviai o vosso Espírito sobre nós e, não permitais que abandonemos o espírito jovem da vida que nos faz ser ousados, que nos faz arriscar tudo a fim de que seu amor e sua Pessoa venha a ser “tudo em todos” (Cl 3,11).
 
Boa JMJ a todos e que a força do Cristo Jovem faça crescer na Igreja a força do amor.

Neri Dione Squisati
Seminarista 4º ano de Teologia
Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Mgá
 

domingo, 7 de julho de 2013

Lumen Fidei - A Luz da fé, primeira Encíclica do Papa Francisco

Lumen Fidei - A luz da fé, assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, no Vaticano. Dirigida aos bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e a todos os fiéis leigos, a Encíclica – explica o Papa Francisco - já estava "quase completada" por Bento XVI. Àquela "primeira versão" o atual Pontífice acrescentou "ulteriores contribuições". A finalidade do documento é recuperar o caráter de luz que é específico da fé, capaz de iluminar toda a existência humana.Quem acredita nunca está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando esperança. E’ este é o coração da Lumen fidei. Numa época como a nossa, a moderna - escreve o Papa - em que o acreditar se opõe ao pesquisar e a fé é vista como um salto no vazio que impede a liberdade do homem, é importante ter fé e confiar, com humildade e coragem, ao amor misericordioso de Deus, que endireita as distorções da nossa história.
 
Testemunha fiável da fé é Jesus, através do qual Deus atual realmente na história. Como na vida de cada dia confiamos no arquiteto, o farmacêutico, o advogado, que conhecem as coisas melhor que nós, assim também para a fé confiamos em Jesus, um especialista nas coisas de Deus. A fé sem a verdade não salva, diz em seguida o Papa – fica a ser apenas um bonito conto de fadas, sobretudo hoje em que se vive uma crise de verdade, porque se acredita apenas na tecnologia ou nas verdades do indivíduo, porque se teme o fanatismo e se prefere o relativismo. Pelo contrário, a fé não é intransigente, o crente não é arrogante: a verdade que vem do amor de Deus não se impõe pela violência, não esmaga o indivíduo e torna possível o diálogo entre fé e razão.
 
 
 Se torna, portanto, essencial a evangelização: a luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos e se transmite de geração em geração, através das testemunhas da fé. Mas de uma maneira especial, a fé se transmite através dos Sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia, e através da confissão de fé do Credo e a Oração do Pai Nosso, que envolvem o crente nas verdades que confessa e o fazem ver com os olhos de Cristo. A fé é uma, sublinha o Papa, e a unidade da fé é a unidade da Igreja. Também é forte a ligação entre acreditar e construir o bem comum: a fé torna fortes os laços entre os homens e se coloca ao serviço da justiça, do direito e da paz. Essa não nos afasta do mundo, muito pelo contrário: se a tirarmos das nossas cidades, ficamos unidos apenas por medo ou por interesse. A fé, pelo contrário, ilumina a família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher; ilumina o mundo dos jovens que desejam “uma vida grande", dá luz à natureza e nos ajuda a respeitá-la, para "encontrar modelos de desenvolvimento que não se baseiam apenas na "utilidade ou lucro, mas que consideram a criação como um dom”. Mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus, escreve ainda o Pontífice: ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha. Finalmente, o Papa lança um apelo: "Não deixemos que nos roubem a esperança, não deixemos que ela seja frustrada com soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam o caminho para Deus”.

sábado, 27 de abril de 2013

24ª Romaria do Trabalhador

 
Quarta-feira, dia 1° de maio, a Arquidiocese de Maringá vai realizar a 24º Romaria do Trabalhador. A concentração será na Universidade Estadual de Maringá, em frente ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) a partir das 13h30.
 
Os romeiros seguirão em caminhada até a Praça da igreja Santo Antônio percorrendo o seguinte trajeto: Ruas Dez de Maio, Antônio Marin, Sueo Toda, avenida Morangueira e rua Coripheo de Azevedo Marques.
 
Às 16h o Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, irá presidir a santa missa na praça da igreja.
 
Temática:
Em 2013 a Campanha da Fraternidade tem como tema: “Fraternidade e Juventude”, e nessa mesma proposta a Romaria do Trabalhador da Arquidiocese de Maringá também escolheu “Trabalho e Juventude” como o tema da romaria e o lema “Construindo um Mundo Novo”.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Encontro Vocacional

 
Venha fazer um discernimento vocacional conosco.
O Encontro Vocacional começa no dia 27 (sábado) às 16h
e, se encerra no dia 28 (domingo) às 16h.
Não perca essa oportunidade.
 
Esperamos por você!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Nota de Falecimento

Com profunda tristeza informamos que na noite deste dia (25/03) o pai do Seminarista Cláudio, Sr. Antônio, da Paróquia São Benedito (Kaloré), veio a falecer devido a infecção generalizada devido a problemas de saúde.
 
Em comunhão na fé recomendamos a alma desse nosso irmão Antônio a Deus e junto à família permanecemos na certeza de que a morte foi vencida sendo ele agora participante da Ressurreição em Cristo.
 
Que Maria Santíssima, a Senhora das Dores, que sofreu a morte de seu Filho Jesus Cristo, esteja ao lado desta família a fim de ajudá-los a superar a dor da trsiteza e da saudade.
 
Ao nosso irmão Antônio, descanse em paz. À família, os nossos mais sinceros sentimentos e orações, pois juntos sofremos e sentimos essa dor e tristeza.

Seminaristas da Arquidiocese de Maringá

Semana Santa: "Deus não se cansa de perdoar"

Celebramos ontem (24) o Domingo de Ramos, também chamado de Domingo da Paixão, quando iniciamos a Semana Santa; tempo único durante o ano para parar, contemplar e recomeçar um caminho a exemplo de Jesus.
 
Eu chamo esta semana de a “grande semana do perdão”. O perdão de todas as nossas falhas, a vida nova conquistada na Paixão, morte e ressureição do Senhor Jesus.
 
Estes fatos aconteceram porque temos um Deus que nos ama, que tomou por primeiro a iniciativa de nos resgatar da miséria humana e nos cobrir para sempre com a Sua infinita misericórdia. Por isso é uma semana especial, um tempo que revivemos a cada ano, não como fatos do passado e sim como atualização aqui e agora da presença de Deus que continua salvando a cada um de nós, criaturas feitas a Sua imagem e semelhança.
 
Ao contemplar o Pai Deus que em seu Filho Jesus nos ama perdoando e nos perdoa amando, nos chama para realizar aqui e agora a mesma realidade do amor perdão entre nós humanos.
Sem merecimento fomos perdoados por um Deus tão humano e próximo de nós. Por que somos tão mesquinhos em negar o perdão ou ficar guardando rancor e raiva de quem com motivos ou não nos feriu em nossos sentimentos?
 
Nas nossas relações humanas nunca se deve buscar culpados e sim estabelecer relações verdadeiras, no amor desinteressado, construindo o que nos aproxima e nunca o que nos divide.
 
Nesta semana os fatos que vamos reviver começam na quinta-feira às 9h30 na Catedral com a missa da benção dos óleos do crisma, do batismo e dos enfermos.
 
Na presença de todos os presbíteros, os quais renovam nesta missa os compromissos presbiterais, pois foi na quinta- feira que Jesus instituiu a Eucaristia e o presbiterato.
 
Esta celebração marca o início de todos os fatos de nossa salvação. À noite, em todas as igrejas, haverá celebração da Ceia do Senhor com o lava pés.
 
Relembrando aquele gesto e aquelas palavras de Jesus: “Se eu Mestre e Senhor lavei-vos os pés, vos deveis lavar os pés uns dos outros”.
 
Naquela memorável noite Jesus deixa a sua presença nas espécies de pão e vinho dizendo: “Isto é meu corpo, isto é meu sangue, fazei isto em memória de mim”.
 
Na Sexta-feira Santa comtemplamos a Paixão de Jesus, às 15h na leitura da Paixão e nas orações por toda humanidade. Celebração que não é a missa; aliás, esse é o único dia do ano que não celebramos a missa, mas distribuímos a Eucaristia, consagrada na missa de quinta- feira santa. Sexta-feira Santa é o dia da morte do Senhor, quando derrama do alto da cruz sangue e água, num grito de salvação: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito”.
 
Contemplamos a cruz, beijamos a cruz, como sinal de nosso resgate, como reconhecimento do imenso amor de Deus em Jesus por todos e cada um de nós. Ninguém como Ele para nos amar tanto e de tal forma.
 
Sábado da Vigília Pascal, abençoamos o fogo, e acendemos a coluna de cera, simbolizando a luz de Jesus que dissipa as trevas e ilumina a noite do pecado.
 
Abençoamos a água, vida nova, nascimento para Deus, batismo, banho de regeneração, noite do aleluia, de um grito de vitória que culminará na madrugada de domingo.
 
Naquela penumbra do terceiro dia, algumas mulheres e três apóstolos são as primeiras testemunhas do túmulo vazio.
 
A notícia não parou até hoje. Continuamos nós também a proclamar que o Senhor está vivo. O ressuscitado está no meio de nós, caminha conosco, como nos diz o apóstolo Paulo: “Se Cristo não tivesse ressuscitado vazia seria nossa fé”. Essa é a nossa Páscoa, vida nova em Cristo Deus que não se cansa de perdoar.
 
Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR
 
 
 

terça-feira, 19 de março de 2013

Santa Sé apresenta brasão do novo Papa

A Rádio Vaticano divulgou na manhã desta segunda-feira, 18 de março, o brasão do Papa Francisco. O símbolo possui a mensagem "Miserando atque eligendo" - "Com misericórdia o chamou".
 
No Escudo, em seus traços, essenciais, o Papa Francisco decidiu manter seu brasão anterior, escolhido desde sua consagração episcopal e caracterizado por uma simples linearidade.
 
O escudo azul é coberto por símbolos da dignidade pontifícia, iguais aqueles de Bento XVI (mitra posicionada entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho). No alto, está o emblema da ordem de proveniência do Papa, a Companhia de Jesus: um sol radiande e flamejante carregado com as letras, em vermelho, IHS, monograma de Cristo. A letra H é coberta por uma cruz em ponta e três pregos em preto.
 
Abaixo, encontram-se a estrela e a flor de nardo. A estrela, de acordo com a antiga tradição araldica, simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a flor de nardo indica São José, patrono da Igreja. Na tradição da iconografia hispânica, de fato, São José é representado com um ramo de nardo nas mãos. Colocando no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a própria particular devoção à Virgem Santíssima e São José.
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Habemus Papam: Francisco





Cardeal Jorge Mario Bergoglio, novo Papa

 
 
O cardeal argentino e arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, de 76 nos, foi eleito o novo pontífice da Igreja Católica Apostólica Roma. A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina, às 15h05, no Brasil (horário de Brasília), 19h05, em Roma. O novo Pontífice se apresentou ao mundo, às 16h22 e convidou todo o povo para rezar em intenção ao Papa Emérito, Bento XVI. O anúncio “Habemus Papam” foi pronunciado pelo cardeal diácono mais velho, 70 anos, Jean-Louis Tauran.
 
Confira a biografia do Papa Francisco:
 
Data de nascimento. Nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936.
 
Educação. Estudou e se diplomou como técnico químico, mas ao decidir-se pelo sacerdócio ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus, estudou humanas no Chile, e em 1960, de retorno a Buenos Aires, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, na localidade de San Miguel. Entre 1964 e 1965 foi professor de Literatura e Psicologia no Colégio da Imaculada da Santa Fé, e em 1966 ditou iguais matérias no Colégio do Salvador de Buenos Aires. Desde 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel, cuja licenciatura obteve.
 
Sacerdócio. Em 13 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote. Em 1971 fez a terceira aprovação em Alcalá de Henares (Espanha), e em 22 de abril de 1973, sua profissão perpétua. Foi professor de noviços na residência Villa Barilari, de San Miguel (anos 1972/73), professor na Faculdade de Teologia e Consultor da Província e reitor do Colégio Máximo. Em 31 de julho de 1973 foi eleito provincial da Argentina, cargo que exerceu durante seis anos. Esteve na Alemanha, e ao voltar, o superior o destinou ao Colégio de Salvador, de onde passou à igreja da Companhia, da cidade de Córdoba, como diretor espiritual e confessor. Entre 1980 e 1986 foi reitor do Colégio Máximo de San Miguel e das Faculdades de Filosofia e Teologia da mesma Casa.
 
Episcopado. Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o designou bispo titular da Auca e auxiliar de Buenos Aires. Em 27 de junho do mesmo ano recebeu na Catedral primaz a ordenação episcopal, e foi promovido a arcebispo auxiliar de Buenos Aires em 3 de junho de 1998. De tal sé arcebispal é titular desde em 28 de fevereiro de 1998, quando se converteu no primeiro jesuíta que chegou a ser primaz da Argentina.
 
É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina e que não contam com Ordinário de seu próprio rito. Na Conferência Episcopal Argentina é vice-presidente; e como membro da Comissão Executiva é membro da Comissão Permanente representando à Província Eclesiástica de Buenos Aires. Integra, além disso, as comissões episcopais de Educação Católica e da Universidade Católica Argentina, da que é Grande Chanceler. Na Santa Sé, forma parte da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos, e da Congregação para o Clero.
 
Cardinalato: Criado cardeal presbítero em 21 de fevereiro do 2001; recebeu a barrete vermelha e o título de São Roberto Belarmino.
 
Pontificado: Eleito Sumo Pontífice neste dia 13 de março, escolhendo o nome de Francisco I.
 

Francisco, Papa

 
 
Foi eleito novo Papa na tarde desta terça-feira, 13 de março, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio que adotou o nome de Francisco. Ele tem 76 anos é o 265° sucessor de Pedro. Foi eleito no 5° escrutínio no segundo dia do Conclave.
 
"Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!”
Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum, Giorgio Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Francisco.

O Cardeal Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio.
 
Às 20hs12min do dia 13 de março de 2013 o protodiácono Jean-Louis Tauran proclamou a famosa fórmula do Habemus Papam, no balcão Central da Basílica de São Pedro.
 
Às 20h23 o recém-eleito assomou ao balcão central proclamando as seguintes palavras:
 
"Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!"
 

sábado, 9 de março de 2013

Cardeais decidem: Conclave começa na próxima terça, dia 12

Na oitava Congregação Geral, realizada na tarde desta sexta-feira, 08 de março, o Colégio Cardinalício decidiu a data de início do Conclave que vai eleger o novo papa. Nesta terça, dia 12 de março, os 115 cardeais eleitores iniciam os trabalhos. No período da manhã, na Basílica de São Pedro, será celebrada a Missa ‘Pro eligendo Pontifice’ e na parte da tarde ocorre a entrada dos Cardeais na Capela Sistina. Os primeiros escrutínios já deverão se realizar na tarde do mesmo dia.



Mesmo com a data do Conclave confirmada, o Colégio Cardinalício realizará mais uma Congregação Geral neste sábado. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, declarou em coletiva que os cardeais não poderão receber informações externas durante o Conclave, nem poderão ler jornais, ouvir rádio, assistir à TV ou acessar a internet, como prevê a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis. Serão instalados bloqueadores de comunicação para impedir o uso de equipamentos e dispositivos eletrônicos, como celulares, da mesma forma como já ocorre na Sala dos Sínodos, onde têm ocorrido as congregações gerais.
 
Ainda segundo o padre Lombardi, os cardeais não terão que passar por revista para entrar na Capela Sistina. Apenas os funcionários e demais pessoas devem ter de se submeter a um detector de dispositivos. Durante o período de reclusão para a escolha do novo Papa, os cardeais poderão se confessar.
 
Participarão do Conclave 115 cardeais, sendo necessário o voto favorável de 77 purpurados para eleger o Papa, ou seja, os 2/3 dos votantes.
 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Bento XVI: sou um simples peregrino que inicia a última etapa de sua peregrinação na terra


"Obrigado, caros amigos, estou feliz por encontrar-me com vocês, circundado pela beleza da Criação e pela simpatia de vocês que me fazem muito bem. Obrigado pela amizade de vocês, do seu afeto!" Essas foram as primeiras palavras de Bento XVI dirigidas aos fiéis reunidos diante da residência apostólica de Castel Gandolfo, no final da tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, horas antes de encerrar oficialmente seu pontificado.
 
"Vocês sabem que este dia é para mim diferente dos dias precedentes: serei Sumo Pontífice da Igreja Católica até às 20h desta noite, depois não mais o serei". "Sou simplesmente um peregrino – prosseguiu – que inicia a última etapa de sua peregrinação nesta terra. Mas gostaria ainda com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, de trabalhar em prol do bem comum e do bem da Igreja e da humanidade. E me sinto muito apoiado pela simpatia de vocês. Sigamos adiante com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo. Obrigado!"
 
Em seguida, emocionado, o Santo Padre concedeu a sua Bênção apostólica aos presentes.
 
O Papa havia chegado a Castel Gandolfo às 17h23, ao heliporto das Vilas Pontifícias, acolhido pelo som dos sinos da Diocese de Albano Laziale.
 
De fato, Bento XVI havia deixado o Vaticano de helicóptero às 17h07, também ao som dos sinos e dando a volta sobre a Praça São Pedro para saudar os muitos fiéis reunidos para dirigir-lhe a última comovida saudação de Roma expressando o seu muito obrigado ao Papa.
 
O helicóptero sobrevoou o Coliseu e a Basílica de São João de Latrão – sede da Diocese de Roma –, com imagens transmitidas pelo Centro Televisivo Vaticano (CTV).
 
Pouco antes das 17h locais, no pátio São Damaso, Bento XVI fora saudado pelos superiores da Secretaria de Estado, conduzidos pelo Cardeal Tarcisio Bertone, pelos cardeais Agostino Vallini e Angelo Comastri, respectivamente, vigário-geral do Papa para a Diocese de Roma, e vigário do Papa para o Estado da Cidade do Vaticano, e pelo piquete da Guarda Suíça.
 
Passando de automóvel diante da Gruta de Lourdes, nos Jardins Vaticanos, chegou em seguida ao heliporto vaticano, onde foi acolhido pelo Cardeal decano Angelo Sodano e pelo Cardeal Giovanni Lajolo.
 
Em Castel Gandolfo o Papa foi acolhido pelo Cardeal Bertello, Dom Schiacca, pelo bispo de Albano Laziale, Dom Marcello Semeraro, pelo diretor das Vilas Pontifícias, Saverio Petrillo, bem como pelo prefeito de Castel Gandolfo.
 
Bento XVI permanecerá na residência de Castel Gandolfo por cerca de dois meses, para em seguida retornar ao Vaticano como Papa emérito e residir no mosteiro "Mater Ecclesiae", uma vez restaurado. Às 20h conclui-se o seu Pontificado e se inicia a sé vacante.
 
Bento XVI publicou o seu último tweet no momento de deixar, às 17h locais, o Vaticano, retirando-se para Castel Gandolfo, na qual enviou a seguinte mensagem: "Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida".

Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11467-bento-xvi-sou-um-simples-peregrino-que-inicia-a-ultima-etapa-de-sua-peregrinacao-na-terra

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nota Oficial da CNBB sobre anúncio da renúncia de Bento XVI

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira, 11 de fevereiro, sobre o anúncio da renúncia do papa Bento XVI feito na manhã de hoje. A seguir, a íntegra da nota:

Brasília, 11 de fevereiro de 2013
P. Nº 0052/13
 
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18)
 


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebe com surpresa, como todo o mundo, o anúncio feito pelo Santo Padre Bento XVI de sua renúncia à Sé de Pedro, que ficará vacante a partir do dia 28 de fevereiro próximo. Acolhemos com amor filial as razões apresentadas por Sua Santidade, sinal de sua humildade e grandeza, que caracterizaram os oito anos de seu pontificado.
 
Teólogo brilhante, Bento XVI entrará para a história como o “Papa do amor” e o “Papa do Deus Pequeno”, que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida.
 
A CNBB é grata a Sua Santidade pelo carinho e apreço que sempre manifestou para com a Igreja no Brasil. A sua primeira visita intercontinental, feita ao nosso País em 2007, para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e, também, a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, são uma prova do quanto trazia no coração o povo brasileiro.
 
Agradecemos a Deus o dom do ministério de Sua Santidade Bento XVI a quem continuaremos unidos na comunhão fraterna, assegurando-lhe nossas preces.
 
Conclamamos a Igreja no Brasil a acompanhar com oração e serenidade o legítimo processo de eleição do sucessor de Bento XVI. Confiamos na assistência do Espírito Santo e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, neste momento singular da vida da Igreja de Cristo.

Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
 
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI renuncia ao trono de São Pedro

 
 
A Rádio Vaticano divulgou a informação de que o papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará ao cargo no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio:
 
“Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino.
 
Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, quer do corpo, quer da mente; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado.
 
Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
 
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
 
BENEDICTUS PP XVI
 
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

“Os bispos sejam humildes e corajosos diante dos dogmas intolerantes do agnosticismo”, diz o Papa



A Epifania é a manifestação "da bondade de Deus e do seu amor pelos homens", foi o que afirmou o Papa na missa por ele presidida na manhã deste domingo, 6 de janeiro, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, na Solenidade da Epifania do Senhor.

Durante a celebração, o Pontífice fez a ordenação de quatro novos bispos: dom Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia; dom Vincenzo Zani, secretário da Congregação para a Educação Católica; e os núncios apostólicos, dom Fortunatus Nwachukwu e dom Nicolas Thevenin.

Na homilia, o Papa convidou os bispos a imitarem os Magos, homens que partiram rumo ao desconhecido, "homens inquietos movidos pela busca de Deus e da salvação do mundo; homens à espera, que não se contentavam com seus rendimentos assegurados e com uma posição social provavelmente considerável, mas andavam à procura da realidade maior".

"Talvez fossem homens eruditos – continuou o Santo Padre –, que tinham grande conhecimento dos astros e, provavelmente, dispunham também duma formação filosófica; mas não era apenas saber muitas coisas que queriam; queriam, sobretudo, saber o essencial, queriam saber como se consegue ser pessoa humana. E, por isso, queriam saber se Deus existe, onde está e como é; se Se preocupa conosco e como podemos encontrá-Lo."

"Queriam não apenas saber; queriam conhecer a verdade acerca de nós mesmos, de Deus e do mundo. A sua peregrinação exterior era expressão deste estar interiormente a caminho, da peregrinação interior do seu coração. Eram homens que buscavam a Deus e, em última instância, caminhavam para Ele; eram indagadores de Deus."