sexta-feira, 19 de julho de 2013

Rumo à JMJ a esperança se refaz

Chegou o tão esperado momento da Jornada Mundial da Juventude no Brasil. Desde 2011 vivendo essa expectativa, preparando o coração, organizando e mobilizando a Igreja de todo o Brasil para viver grandioso momento de encontro com Jesus Cristo.
 
Esse é um momento que vai além da experiência de conhecer outros jovens que, de fato, é um aspecto da JMJ, porém não o mais importante e fundamental de tal ocasião. A base de todo esse evento é proporcionar a cada jovem um encontro pessoal com Jesus a fim de fortalecê-los e incentivá-los no seguimento, no discipulado de Cristo tornando-os verdadeiros missionários do Evangelho.
 
Esse encontro com Cristo tende a fazer de nossos jovens, como bem expressou o Beato João Paulo II por ocasião da JMJ em Toronto (Canadá – 2002), “sentinelas do amanhã”, “comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temendo o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido” (Doc. de Aparecida, n. 443).
 
É bonito demais ver a coragem dos jovens em viver os ensinamentos de Cristo expressos no Evangelho. É bonito demais sentir que “em meio a tantas outras vozes” (Doc. Evangelização da Juventude . n. 60), nossos jovens ainda conseguem ouvir a voz de Cristo que os chama a segui-lo e sem medo ou vergonha de serem motivos de piada, assumem esse compromisso com orgulho e prontidão. Como diz a canção Coração Livre (Pe. Jorge Trevisol): “Eu vejo que a juventude tem muito amor, carrega a esperança viva no seu cantar, conhece caminhos novos não tem segredos, anseia pela justiça e deseja a paz”.
 
Sinto-me feliz por ser católico quando vejo essa Igreja sendo movida pelo desejo de construir a paz. Quando vejo as famílias reunidas para celebrarem o amor. Mais ainda, quando vejo nossos jovens dispostos a abraçar a Cristo ao invés de abraçar o que o mundo oferece. Isso porque descobrimos o fundamento daquilo que São Paulo nos ensina: “O que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Cor 4,18).
 
Rumo à JMJ no Rio, minha esperança e, com certeza, a esperança da Igreja nos jovens se refaz. Pergunta-me por quê? Respondo com a letra da música do Pe. Jorge Trevisol: “O rosto de Deus é JOVEM também. E os sonhos mais lindos é ele quem tem. Deus não envelhece tampouco morreu, continua vivo no povo que é seu. Se a JUVENTUDE viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar”.
 
Eu não estarei no Rio de Janeiro para participar da JMJ. Mas, lhes digo uma coisa: Não preciso ver ou estar para sentir a grandeza da graça e do amor de Deus que lá se derramará. Meu coração vai junto com o coração de cada jovem que representando nosso país ou vindo de outros países lá se reunirão em especial com nosso Papa Francisco, para celebrarem e terem um encontro especial com Cristo Jesus.
 
Querido Povo de Deus, vamos juntos, rumo à JMJ. Como disse, não precisamos estar lá, basta unirmo-nos aos nossos jovens pela força da oração que podemos ter a certeza de que este será um novo Pentecostes para o mundo, de modo especial para o nosso país. Que Maria, a Senhora da Glória, guarde e proteja nossos jovens e nos conceda nesses dias de tão grande graça vivenciar a beleza do rosto jovem de Deus.
 
Cristo, Senhor e Salvador nosso, dá-nos a beleza de sua face e faze de nossos jovens verdadeiros portadores do seu Evangelho, não por palavras, mas pelo testemunho de vida. Enviai o vosso Espírito sobre nós e, não permitais que abandonemos o espírito jovem da vida que nos faz ser ousados, que nos faz arriscar tudo a fim de que seu amor e sua Pessoa venha a ser “tudo em todos” (Cl 3,11).
 
Boa JMJ a todos e que a força do Cristo Jovem faça crescer na Igreja a força do amor.

Neri Dione Squisati
Seminarista 4º ano de Teologia
Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Mgá
 

domingo, 7 de julho de 2013

Lumen Fidei - A Luz da fé, primeira Encíclica do Papa Francisco

Lumen Fidei - A luz da fé, assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, no Vaticano. Dirigida aos bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e a todos os fiéis leigos, a Encíclica – explica o Papa Francisco - já estava "quase completada" por Bento XVI. Àquela "primeira versão" o atual Pontífice acrescentou "ulteriores contribuições". A finalidade do documento é recuperar o caráter de luz que é específico da fé, capaz de iluminar toda a existência humana.Quem acredita nunca está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando esperança. E’ este é o coração da Lumen fidei. Numa época como a nossa, a moderna - escreve o Papa - em que o acreditar se opõe ao pesquisar e a fé é vista como um salto no vazio que impede a liberdade do homem, é importante ter fé e confiar, com humildade e coragem, ao amor misericordioso de Deus, que endireita as distorções da nossa história.
 
Testemunha fiável da fé é Jesus, através do qual Deus atual realmente na história. Como na vida de cada dia confiamos no arquiteto, o farmacêutico, o advogado, que conhecem as coisas melhor que nós, assim também para a fé confiamos em Jesus, um especialista nas coisas de Deus. A fé sem a verdade não salva, diz em seguida o Papa – fica a ser apenas um bonito conto de fadas, sobretudo hoje em que se vive uma crise de verdade, porque se acredita apenas na tecnologia ou nas verdades do indivíduo, porque se teme o fanatismo e se prefere o relativismo. Pelo contrário, a fé não é intransigente, o crente não é arrogante: a verdade que vem do amor de Deus não se impõe pela violência, não esmaga o indivíduo e torna possível o diálogo entre fé e razão.
 
 
 Se torna, portanto, essencial a evangelização: a luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos e se transmite de geração em geração, através das testemunhas da fé. Mas de uma maneira especial, a fé se transmite através dos Sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia, e através da confissão de fé do Credo e a Oração do Pai Nosso, que envolvem o crente nas verdades que confessa e o fazem ver com os olhos de Cristo. A fé é uma, sublinha o Papa, e a unidade da fé é a unidade da Igreja. Também é forte a ligação entre acreditar e construir o bem comum: a fé torna fortes os laços entre os homens e se coloca ao serviço da justiça, do direito e da paz. Essa não nos afasta do mundo, muito pelo contrário: se a tirarmos das nossas cidades, ficamos unidos apenas por medo ou por interesse. A fé, pelo contrário, ilumina a família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher; ilumina o mundo dos jovens que desejam “uma vida grande", dá luz à natureza e nos ajuda a respeitá-la, para "encontrar modelos de desenvolvimento que não se baseiam apenas na "utilidade ou lucro, mas que consideram a criação como um dom”. Mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus, escreve ainda o Pontífice: ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha. Finalmente, o Papa lança um apelo: "Não deixemos que nos roubem a esperança, não deixemos que ela seja frustrada com soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam o caminho para Deus”.