segunda-feira, 30 de junho de 2014

Três seminaristas da Arquidiocese de Maringá - 2º ano de teologia - participam do curso em Brasília. Gerson Bris Siqueira, José Roberto Vieira e Nailson Bacon.

Formação Missionária para Seminaristas e Presbíteros destaca dimensão ministerial da Missão





Recentes documentos da Igreja e pronunciamentos do papa Francisco vêm insistindo para colocar todas as atividades de evangelização em chave missionária. Nessa tarefa, os presbíteros são agentes fundamentais. Por isso, o Centro Cultural Missionário (CCM) de Brasília realiza a 7ª Formação Missionária para seminaristas e jovens presbíteros (Formise). O curso que teve início na noite deste domingo, 29, tem como tema: “A alegria do Evangelho e a dimensão ministerial da missão”, e conta com a participação de 62 seminaristas, diocesanos e religiosos, e três presbíteros de diversas regiões do Brasil.

Redescobrir a missão à luz do ministério ordenado, aprimorar o estudo da teologia e da espiritualidade da missão e fortalecer a consciência missionária num horizonte universal, são alguns dos objetivos do curso. Visa também, intensificar a articulação dos seminaristas através dos Conselhos Missionários de Seminários (Comise).

A programação inclui reflexões sobre a dimensão ministerial da Missão, o missionário presbítero ministro da Palavra, da Liturgia, da caridade e ministro Ad Gentes além-fronteiras.

Na manhã desta segunda, 30, dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, abriu o estudo com o tema: “viver a Missão presbiteral anunciando a alegria do Evangelho”.

Após destacar a importância da Palavra de Deus na vida do discípulo de Jesus Cristo, o bispo falou do presbítero como homem da alegria e da esperança. “O presbítero, como discípulo de Jesus, tem a sagrada obrigação de irradiar para o mundo a alegria do Cristo ressuscitado. A alegria deve ser o distintivo de toda a vida do presbítero: quando anuncia o Evangelho, quando trabalha no atendimento ao povo, quando visita as famílias, quando celebra a Eucaristia e administra os demais sacramentos”, argumentou. “Quanto mais o presbítero se doa maior é a sua alegria”.

Segundo dom Pedro Brito, “o segredo da vida presbiteral está em seguir e servir a Jesus, encantado por Ele. É esta motivação que dá sentido a uma verdadeira vocação. E a manifestação deste encantamento é a alegria de ser missionário presbítero. A perseverança de um presbítero na missão depende da contínua adesão ao estilo de vida missionária de Jesus”, sublinhou. Ele explicou ainda, que o encantamento gera perseverança e o desencantamento faz a pessoa desistir.

Ao falar da alegria na vida do presbítero, o arcebispo de Palmas recordou o documento conciliar Gaudium et Spes, que logo no início afirma: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (GS 1). Em seguida, disse que o Documento de Aparecida fala 39 vezes da alegria: alegria de crer, da fé, de servir, de evangelizar de viver e de ser discípulo-missionário de Jesus. A mesma temática é retomada pelo papa Francisco na Exortação Apostólica sobre a Alegria do Evangelho, quando diz: “Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário” (EG 80); e “Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização” (EG 82). Referindo-se a essas expressões, dom Pedro perguntou: “quem está roubando a alegria e o entusiasmo?” A questão foi debatida durante o trabalho em grupos que ocupou a segunda parte da tarde.

Para o seminarista Ademir Brito Calonga, da diocese de Três Lagoas (MS), o curso é importante “para aprofundar o espírito missionário e colocar em prática a missão na diocese”. Ele explica também, que os seminaristas estão envolvidos na preparação do 3º Congresso Missionário do Regional Oeste 1 (Mato Grosso do Sul). Sobre o tema, Ademir destaca a necessidade do “gosto por Cristo ressuscitado para depois sair em missão sendo um espelho para o povo”.

Carlos Souza Neves, da diocese de Formosa (GO), cursa o 1º ano de Teologia no seminário Nossa Senhora de Fátima em Brasília (DF) e se inscreveu no curso motivado por um colega. “Estou me preparando para assumir a coordenação do Conselho Missionário do nosso Seminário. Queremos sair da missão ad intra para a missão ad extra. Vim para colher novas ideias para poder ir além das paróquias onde já fazemos pastoral”, relatou. Com esta formação, ele espera reestruturar o Comise.

O secretário executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti, explica que “a iniciativa do curso surge como um estímulo para que aconteça efetivamente uma formação missionária mais aprofundada nos seminários do Brasil, em vista de realizar o 2º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas previsto para julho de 2015”.

A formação é promovida em parceria com a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e as Pontifícias Obras Missionárias (POM), e se estende até o dia 5 de julho.

Pe. Jaime C. Patias

sexta-feira, 27 de junho de 2014

“Coração Santo, Tu reinarás, ó Cruz, Tu nos Salvarás!”

Neste mês somos convidados a voltar os nossos olhares para o Sagrado Coração de Jesus; dirigirmo-nos ao Coração de Pai, de Amor; um coração que acolhe e ama a todos incondicionalmente. Convido-os então a adentrarmos na espiritualidade de Seu Sagrado Coração e contemplá-lo, e assim aprofundarmos no mistério de Amor de Deus, o qual nos faz compreender toda a extensão do amor de Seu Filho Jesus.
Papa Bento XVI já dizia: “A contemplação do Coração de Jesus Transpassado é imprescindível a todo Cristão.” Portanto, toda contemplação nos conduz ao conhecimento interno e ‘rico’ de alguém, seja por palavras ou atitudes. E assim, Jesus se deu a conhecer aos apóstolos e a todos os que os encontrassem, pois utilizava de ações e palavras. Jesus por onde passou demonstrou em palavras, ações e olhares o Amor que emanava de seu Pai. Nós, como filhos amados de Deus, devemos contemplar o Amor que se deu por nós numa cruz.
Os gestos e palavras de Jesus revelam Seu coração; pois abraçou e abençoou as crianças, acolheu os pecadores, curou os enfermos, conviveu com os pobres e excluídos.E nisto reconhecemos o que o Apóstolo Paulo afirmou: “o Amor de Deus manifesta-se em Cristo” (Rm8,28-29). Cristo é o centro de toda nossa vida, desta forma, celebrarmos o Sagrado Coração de Jesus, é celebrarmos todo o Amor que um dia se fez Homem, habitou em nosso meio e doou sua Vida por nós, por Amor. O coração é o centro de nosso corpo, é o ‘motor’ que nos mantém firmes. Assim, Cristo em seu coração nos impulsiona e nos encoraja a seguir as batalhas do dia-dia.
Não podemos considerar este grande Amor como algo platônico, ou ainda como estóico, mas sim um Amor de doação, de misericórdia, de compaixão, de força, de graça, de vida. Este amor não tem fim, é entrega total. Por isso que no coração de Cristo o amor, deve passar pela morte, ou seja, para nos tornarmos portadores de vidas, devemos atravessar a morte; seja ela física ou material.Todo cristão é chamado a viver desse e nesse Amor; ser cristão é sentir-se amado, e testemunhar este Amor; agora eu vos pergunto: ‘do que adianta ser cristão, se não for capaz de amar sem medidas o próximo?’ Cristão que é cristão vive desse Amor e d’Ele dá testemunho. Devemos acreditar neste Amor que vem do Pai.O que guardamos no coração? Procuramos sempre guardar o que de melhor temos. Assim também é Cristo, Ele quer guardar o que melhor tem: você, eu, cada um de nós. É Ele mesmo quem promete, confortar os corações fatigados e oprimidos; ser manso e humilde de coração (cf. Mt 11, 28-30).
É no coração humano que Deus age por Seu amor. O coração humano, passando pelo ‘deserto da vida’, vai clamar em alta voz a Deus; e assim, ele se entrega ao coração traspassado, angustiado e morto. Por isso, quando se clama com o coração, é sinal de que estamos clamando toda nossa essência, todo nosso humano, pois é no coração que colocamos todo nosso íntimo, e todo nosso ser, mas ‘Deus que é Amor’ (1Jo4,1), vem e nos consola, nos mostra em Seu amor como o difícil se torna fácil, o pesado se torna leve. Devemos nos deixar tocar e levar por este Amor tão grande e bom.
Ele revelou-se à uma religiosa, Santa Margarida Maria e fez suas promessas: “Eis aqui o Coração, que tanto Amou os homens, e que deles é tão pouco amado! [...] Prometo-te que o meu Coração se abrirá, para derramar as suas bênçãos sobre quem o honrar e empregar o seu zelo em fazê-lo honrar. Se estais em um abismo de fraqueza, de recaídas e misérias, recorrei ao Coração de Jesus, que é um abismo de Misericórdia e fortaleza...” Desta forma, podemos compreender que quem pede é o próprio Senhor, que além de todo Amor, Cristo nos traz graças e faz Sua promessa amorosa com aqueles que se consagrarem.
O Coração nos é revelado, o Amor nos é doado. Cristo tem um amor sem medidas, lembremo-nos do presépio, da cruz, do altar... e de muitas outras ações que nos fazem lembrar e viver este Amor. Ó Amável Coração de Jesus, que pouco amado e conhecido sois até por aqueles que têm a bela missão de vos ganhar todos os corações, queremos reproduzir a Vossa humildade, mansidão e virtudes, dedicando-nos completamente.Somos chamados a trilhar um caminho, o único caminho capaz de fazer construir a minha vida e a do meu próximo, este caminho é o do amor; doar-se ao irmão, praticar a caridade com o próximo e os excluídos, pois o amor se concretiza no próximo. Todos nós, santos e pecadores, podemos participar da ‘escola do Amor’, e assim, conheceremos o amor de Deus por cada um de nós, e nos apaixonamos por Ele.
De muitas formas podemos viver o amor; dentro de nossa Igreja, há vários movimentos e pastorais, dentre eles um em especial:o Apostolado da Oração; quesurgiu num seminário Jesuíta, em Vals, na França; era 3 de dezembro de 1844, quando o Pe. Francisco Xavier Gautrelet, SJ; comentou com seu grupo de estudantes _ os quais tinham grande zelo pelas almas _ que as orações e sacrifícios edificam a vida espiritual e dá total auxílio ás pessoas. Assim, os jovens iniciaram as práticas de oração e vida espiritual, no colégio onde estudavam; desta forma a devoção se espalhou, propagando o Amor, a compaixão e fortaleza de Nosso Senhor; tornando-se o Apostolado da Oração em 1849 pelo Papa Pio IX.
Hoje o Movimento, conta com mais de 13 milhões de associados. A espiritualidade do Sagrado Coração, está na revelação encarnada do Amor de Deus em Jesus Cristo.Deus nos chama para deleitarmos dentro de Seu infinito e precioso Amor; este que foi preciso entregar-se numa cruz, para mostrar o tamanho e o valor real de Seu amor por nós. Só cabe a nós respondermos à Ele com todo nosso amor. Por isso, amemo-nos e façamos amar o Coração que nos tem amado tanto. Certo dia, uma criança chegou e perguntou: ‘porque este homem tem o coração pra fora?’ A resposta foi: ‘por que este Homem, amou e ama de mais, a ponto de tal Amor não caber em seu peito’.Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso. REZEMOS PELA SANTIFICAÇÃO DOS SACERDOTES! “Sagrado Coração de Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!”


Hiago Igor

Seminarista 1° ano de teologia

quinta-feira, 26 de junho de 2014

NOTA DE FALECIMENTO
Morreu hoje, 26, vítima de um infarto, o arcebispo metropolitano de Curitiba (PR), dom Moacyr José Vitti, por volta das 13h40, na Casa Episcopal. Dom Moacyr, que pertencia à Congregação dos Sagrados Estigmas, era arcebispo de Curitiba desde 2004. 
Natural de Piracicaba (SP), dom Moacyr nasceu em 30 de novembro de 1940. Estudou Filosofia e Teologia no Instituto Gasper Bentoni, em Campinas (SP). Foi ordenado presbítero em dezembro de 1967. Era especialista em Catequese e doutor em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade São Tomás, em Roma.
Dom Moacyr foi nomeado bispo em novembro de 1987 e recebeu a ordenação episcopal em janeiro de 1988, em Americana (SP). De 1988 a 2002, foi bispo auxiliar de Curitiba (PR), onde tornou-se responsável pelas paróquias da periferia da cidade, pelas pastorais, movimentos, associações, ensino religioso e pela Pastoral Universitária do regional Sul 2 da CNBB. Foi bispo de Piracicaba (SP), de 2002 a 2004, quando foi transferido para Curitiba como arcebispo. Em 2007 foi eleito presidente do regional Sul 2, permanecendo no cargo até 2011.  Tinha como lema episcopal "Um só coração". 


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Nós, seminaristas da Arquidiocese de Maringá realizaremos a Semana Vocacional 2014, de 13 a 20 de julho, em onze paróquias da Arquidiocese de Maringá. Trinta e um seminaristas, nas três etapas de formação; respectivamente: propedêutico (9), filosofia (12) e teologia (10), dos quais, nessa semana, participarão apenas vinte e seis, pois, dois – do 3º ano de teologia – estarão em missão na nossa paróquia irmã de Cerejeira-RO e, outros três, um de cada etapa, estarão participando da OSIB (Organização dos Seminários e Institutos do Brasil), na cidade de Cornélio Procópio-PR.

As paróquias que nos receberão para o nosso trabalho são: Nossa Senhora Aparecida, Santo Antônio, Santo Expedito, São Judas Tadeu e Nossa Senhora de Lourdes, Santa Isabel, Santa Paulina, Santa Maria Goretti, São Miguel Arcanjo, Nossa Senhora do Rosário (Floresta), Nossa Senhora das Graças (Itambé) e Santa Rosa de Lima (Distrito de Iguatemi).

O nosso objetivo, nas paróquias, consiste em animar a vocação por meio de encontros com as famílias e com os jovens; dinâmicas e brincadeiras com as crianças e adolescentes; visitação aos colégios. Tudo para despertar o ‘seguimento de Cristo que marca a existência humana’. Visa fortalecer a “decisão de colocar-se como discípulo missionário de Cristo, em comunhão com todos os fiéis, a serviço do Reino de Deus e de sua justiça” (DFPIB, n. 48).

Ao longo do ano realizamos duas semanas vocacionais; uma no mês de julho e a outra no mês de dezembro. Além da animação vocacional, damos atenção aos enfermos das comunidades que nos acolhem, buscando dar “no próprio exercício da caridade pastoral o vínculo da perfeição sacerdotal, que conduz à unidade de vida e ação” (PO, 14). Nossos trabalhos estão em sintonia com o desafio “de viver na Igreja a paixão que norteia a vida de Jesus Cristo, fonte de graça, justiça, paz e amor. Por esse Reino, o Senhor deu a vida” (DGAE 2008-2010, n. 46).

Lembrando as palavras do Papa Francisco aos seminaristas, noviços e noviças: “ao chamar-vos, Deus diz-vos: ‘Tu és importante para mim, eu amo-te, conto contigo’. Jesus diz isto a cada um de nós! Disto nasce a alegria! A alegria do momento no qual Jesus olhou para mim. Compreender e sentir isto é o segredo da nossa alegria. Sentir-se amado por Deus, sentir que para Ele nós não somos números, mas pessoas; e sentir que é Ele que nos chama”. Queridos jovens, Deus te chama a desempenhar um trabalho em nossa Arquidiocese! Seja como liderança leiga, presbíteros, ou à vida religiosa/consagrada!
Por fim, repetindo incansavelmente o provérbio a que, frequentemente, citamos nas missas vocacionais: “Vocação é um chamado de Deus a serviço dos irmãos!"
Gerson Bris Siqueira
Seminarista do Segundo Ano de Teologia

Arquidiocese de Maringá